O celular que tira foto, grava, toca música e de vez em quando funciona

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As aventuras de um consumidor no Brasil

 

O celular que tira foto, grava, toca música e de vez em quando funciona

 

O episódio de hoje narra a frustração de Consuminho com a compra de um celular que tira foto, grava, toca música, mas que funciona dentro da cidade em que mora.

 

Era um dia de sábado e Consuminho fazia compras em um shopping quando viu a palavrapromoçãoem frente a uma loja de celular e resolveu entrar. gostou de um modelo que estava empromoção’, era perfeito, tirava foto, gravava, tocava música, todas essas funções foram devidamente demonstradas pelo vendedor e , não teve dúvida, vislumbrado com a tecnologia e o preço, comprou o aparelho.

 

Imaginava Consuminho que agora estava com um bom aparelho, era moderno e muito, muito bonito. Como viajava de vez em quando, começou a perceber que ele não tocava muito e achou estranho quando passou a receber e-mails de clientes e amigos reclamando que não estavam conseguindo entrar em contato, vez que o celular apresentava a mensagem de estar fora da área de serviço.

 

Consuminho foi até a loja onde comprou o celular e foi informado quequalquer reclamação deveria ser feita através do serviço de call center’ e, pasmem, ouviu desse ‘competenteserviço que a tecnologia do aparelho o qual tinha comprado funcionava dentro da cidade que ele morava e a depender do lugar que se encontrasse. Assim, Consuminho alegou que não fazia parte de seus planos comprar um celular que funciona dentro da sua cidade e de forma aleatória, porém a ‘pessoaque estava do outro lado da linha não lhe deu atenção. Ficou furioso da vida, sentiu-se enganado, frustrado, magoado, sem perder de vista o pequeno detalhe de que os amigos ficavam zombando: “que celular legal, tira foto, grava, toca música…e de vez em quando….funciona…” .

 

Diante da informação, Consuminho dirigiu-se até a loja para falar com o vendedor e este falou que ele, Consuminho, deveria ter dito onde pretendia fazer uso do aparelho. Alegou o vendedor que como o celular estava perfeito, ou seja: tirando foto, gravando e tocando música, a loja não tinha obrigação de trocar, que fazia tudo aquilo que ele havia explicado na hora da venda.

 

Um dos objetivos do Código de Defesa do Consumidor é evitar o sentimento de frustração, assim, o produto deve corresponder à expectativa que criou no consumidor. O vendedor tinha pleno conhecimento sobre o celular que vendeu e não ‘informou’ que funcionava na cidade porque sabia que assim não conseguiria fazer a venda.

 

Consuminho então, diante da omissão de informação pelo vendedor, registrou uma ocorrência na Delegacia de Defesa do Consumidor para que seja investigada a prática de crime contra as relações de consumo, que foi omitida informação relevante. De igual forma, fez uma carta para a loja e o fabricante colocando o aparelho à disposição solicitando a restituição do dinheiro pago.

 

Dessa vez, Consuminho aprendeu o quanto é importante saber o nome da pessoa que faz a venda, porque se a informação dela lhe induzir a erro, poderá denunciá-la por crime contra as relações de consumo.

 

Faça você também como Consuminho, identifique sempre o vendedor que lhe atende e em caso de ser enganado na hora da compra, registre a ocorrência na Delegacia de Defesa do Consumidor e no Procon. Agindo assim, estará melhor se protegendo e contribuindo para que menos pessoas sejam ludibriadas.

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