Saco sem fundo

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O poder público não se cansa de arrecadar. Quando não cria um novo imposto, inventa uma forma para controlar o pagamento de tributos pelos empresários, como a tal da certificação digital, exigida pela Receita Federal e que custa a bagatela de R$ 600. Para as grandes empresas, é um valor até razoável, mas para as micro e pequenas chega a ser exagerado. Pior é que todo empresário terá que cumprir a exigência, que tem feito a alegria de duas ou três empresas autorizadas para fazer a certificação. Ora, se a medida visa aumentar ainda mais o controle do Fisco, por que ele não assume o custo? Por causa de exigências como esta é que a iniciativa privada cria menos empregos, pois boa parte do faturamento é usada para matar a sede de recursos do governo. Uma lástima!

Bomba, bomba!

Com o título acima a colega Thais Bezerra publicou a seguinte nota em seu caderno dominical do Jornal da Cidade: “Meu querido amigo Flávio Conceição agora parece que começa a ter um clima favorável dentro do Tribunal de Contas do Estado, até mesmo de gente que antes lhe era hostil. Ele recorreu para Brasília contra a decisão do Tribunal de Justiça, que manteve sua aposentadoria, e tem hoje no TCE uma enorme torcida a seu favor. Nada como um dia após o outro e algumas peripécias no meio…”. Misericórdia!

Sem sinalização

Impressionante como quase não se vê mais as placas de trânsito indicando a velocidade de 60 km/hora nas ruas e avenidas de Aracaju. Quando foram instalados os novos pardais e lombadas eletrônicas, as vias ficaram cheias de placas de 60 km, mas com a retirada daqueles equipamentos, as placas indicativas de velocidade também sumiram. Por que será?

Dinheiro à vista

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) reúne nesta segunda-feira, em Aracaju, os prefeitos dos municípios sergipanos com até 50 mil habitantes. Será daqui a pouco no auditório da Funasa. O objetivo é apresentar o modelo da carta consulta a ser utilizada pelos gestores quando forem pleitear investimentos para sistemas de abastecimento de água, de esgotamento sanitário e melhorias sanitárias domiciliares. Segundo José Avelar Feitosa, superintendente estadual substituto, cada Prefeitura pode apresentar até dois pleitos no valor mínimo de R$ 1 milhão cada um.

Borrachudos

Dois por cento dos cheques emitidos em maio passado foram devolvidos por falta de saldo bancário. Na comparação do acumulado dos cinco primeiros meses de 2011 com o mesmo período de 2010, a inadimplência com cheques apresentou elevação. Foram devolvidos em média, de janeiro a maio deste ano, 1,93% dos cheques. Em igual período de 2010, esse percentual foi 1,90%. Houve elevação também na relação com maio de 2010, mês em que foi devolvido 1,86% dos cheques borrachudos.

Haraquiri sertanejo

Entrevistado ontem pelo jornal ‘Estadão’ sobre a reforma tributária, o governador Marcelo Déda (PT/SE) disse que os estados do Norte e Nordeste não estão dispostos a fazer um "haraquiri sertanejo". Ele advertiu que a tentativa de usar a idéia de trocar o indexador da dívida dos estados como moeda de troca para unificar o ICMS está longe de ser suficiente. "Com todo o respeito que o secretário executivo (do Ministério da Fazenda) merece, não tentem negociar conosco como se fôssemos crianças capazes de serem levadas por um pirulito", advertiu Déda

Investe na caatinga

A Caixa Econômica Federal vai apoiar projetos socioambientais na caatinga. O investimento total chega a R$ 6 milhões, e os projetos devem visar à eficiência energética e uso sustentável. Os recursos, a serem investidos por meio de seleção pública, estão divididos em três eixos: Manejo Florestal Comunitário e Familiar, Eficiência Energética, e Fogões Eficientes. Entre os sete projetos que serão apoiados, está o de Xingó, em Sergipe.

Ameaça

O jornalista Gilvan Manoel publicou em sua coluna ‘Tribuna’ no Jornal do Dia a seguinte nota: “No decorrer desta semana, Déda deverá ir ao Rio de Janeiro para mais uma rodada de negociação com a direção da Companhia Vale do Rio Doce sobre o início da implementação do Projeto Carnalita, que prevê investimento inicial de R$ 1,5 bilhão, com a instalação da nova planta em Sergipe. Já estava tudo fechado, mas a discussão sobre incentivos fiscais no STF passou a ameaçar o investimento. A decisão criou insegurança jurídica, já que o projeto está enquadrado no PSDI”. É feia a coisa!

Salão Imobiliário

Construtoras e imobiliárias sergipanas já se preparam para a quinta edição do Salão Imobiliário, que ocorre entre os dias 23 e 27 de novembro. A expectativa dos organizadores é que durante o evento cerca de 12 mil pessoas visitem o Centro de Convenções de Sergipe, gerando R$ 250 milhões em negócios. Em 2010, o Salão atraiu cerca de 10 mil pessoas e movimentou R$ 239 milhões.

Do baú político

Em artigo intitulado “A Casa do Povo”, publicado domingo passado no Jornal da Cidade, o desembargador aposentado Artur Oscar de Oliveira Déda elogia o comportamento do ex-deputado estadual Napoleão Emídio. O blog pinçou o seguinte trecho do artigo: “Contaram-me que estava na ordem do dia a cassação do mandato de Armando Domingues, eleito pelo Partido Comunista do Brasil, que fora posto na ilegalidade. Armando era um bravo parlamentar esquerdista, médico humanitário, orador fluente e, sobretudo, um homem de bem. O seu colega de Frei Paulo somente o repetia no último atributo mencionado. Sim, Nepoleão Emídio era um caboclo sertanejo, trabalhador, honesto, sisudo, religioso, que não sabia fazer discurso, mas cuidava muito bem das suas fazendas e dos interesses do povo que representava. Tudo o levaria a considerar, sem o mínimo constrangimento, a saída do colega que rezava por cartilha tão diferente. Deu-se, porém, o contrário. Aconteceu a inesperada prática da solidariedade política. Houve o belo gesto! Naquele dia nefasto, o deputado que não falava, que não abria a boca para dizer coisa alguma, resolveu falar. E o fez da maneira como falam os sertanejos acostumados ao amanho da terra ‘Por que não deixam o homem acabar o seu eito?!’. Numa frase curta e simples, a revelação de um caráter íntegro”.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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