Transfusão de sangue

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A pressa do DEM sergipano em se coligar com o PSDB passa pela sobrevivência do partido, que tem visto seus quadros migrarem para outras siglas desde que perdeu o governo estadual para o PT. Há quem garanta que a situação do DEM é igual a de um moribundo, que precisa urgentemente de transfusão da sangue para se manter vivo. É por isso que o ex-governador João Alves Filho e seus comandados exigem dos tucanos muito mais do que uma simples aliança eleitoral. Eles também querem o espólio do PSDB no interior, com o qual esperam eleger, ano que vem, um número razoável de prefeitos e vereadores para que a sigla demista não morra de inanição antes das eleições de 2014. O problema é a rejeição ao acordo pelos tucanos ligados ao ex-deputado federal Albano Franco. Estes se recusam a dar sangue, suor e lágrimas a um partido que sempre esteve mais para adversário do que para aliado político.

PSD nas ruas

Carros já circulam em Sergipe com adesivos nas cores azul e branca do embrionário PSD. E por falar no novo partido, o Ministério Público Eleitoral (MPE) ainda não deu parecer definitivo sobre a sua criação, mas deve fazê-lo até o próximo dia 23. O MPE já manifestou posição contrária à criação de duas legendas: o Partido dos Servidores Públicos e dos Trabalhadores da Iniciativa Privada (PSPB) e o Partido Democrático da Vida Social (PDVS).

Língua viva

A mais recente edição do dicionário Aurélio contêm verbetes como: periguete, tuitar, balada e ricardão. Depois dos termos tanto circularem entre as pessoas, nada mais justo do que entrarem no livro. A palavra periguete surgiu na periferia de Salvador para definir “moça ou mulher que não tem namorado, demonstra interesse por qualquer um”. A regra para um neologismo ser agregado a um dicionário é o seu uso constante por um período de cinco anos.

Galos de briga

É lastimável para o eleitor ver seus representantes políticos batendo boca diariamente nas emissoras de rádio. Em vez de defender os interesses da população, alguns políticos têm preferido atacar os adversários com termos chulos, com insinuações descabidas. Até parecem galos de briga saltitando na rinha para assustar o contendor. Uma lástima!

De luto

O prefeito de Itabaiana, Luciano Bispo, o deputado estadual Arnaldo Bispo e demais familiares estão de luto pelo falecimento da matriarca Maria do Espírito Santo Lima, a dona ‘Mariazinha’. Ela foi sepultada ontem à tarde com grande acompanhamento. Entre os presentes, o governador Marcelo Déda (PT), a presidente da Assembléia, deputada Angélica Guimarães, e o ex-deputado federal Albano Franco.

Trânsito

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PC do B), anuncia daqui a pouco a programação da Semana Nacional do Trânsito e do Dia Mundial Sem Carro. O ato está marcado para o auditório do Centro Administrativo Prefeito Aloísio de Campos. O comunista também vai anunciar a realização de concurso público para agente de Mobilidade e analista de Mobilidade, além da ampliação da frota do Transporte Escolar.

Sem carta

Os empregados dos Correios decidiram ontem entrar em greve por tempo indeterminado. Para voltar ao trabalho, a categoria cobra um aumento salarial de R$ 400, reposição da inflação de 7,16% e pagamento de perdas salariais referentes aos anos 1994 e 2002, totalizando 24,76%. É justo para alguém como o carteiro, que anda cerca de 8 quilômetros por dia entregando cartas.

Recuperando-se

A família do deputado estadual Paulinho da Varzinha Filho informa que ele está se recuperando bem da hemorragia digestiva que o atacou no dia 6 passado. Desde então o parlamentar se encontra internado em São Paulo. Conforme os familiares, o deputado se encontra com o quadro clínico estável e em plena recuperação, devendo retornar a suas atividades legislativas nos próximos 15 dias.

Fuso confuso

Quem assiste a Voz do Brasil fica confuso quando o locutor diz: “Em Brasília, dez-é-nove horas” para informar que são 7h da noite. Não seria mais pratico dizer que são sete horas da noite em vez do pausado e confuso “dezenove horas”?

Do baú político

Comprar votos é uma prática antiga. Hoje, a Justiça Eleitoral tem mais estrutura para combater esse crime, enquanto o Ministério Público realiza uma firme fiscalização e, a qualquer suspeita, denuncia os infratores. A sociedade também reage contra os compradores de consciência. Num passado recente, contudo, os candidatos distribuíam dinheiro no meio da rua sem serem importunados. Entrevistado pelo jornalista Osmário Santos, o chefe político de Itabaiana, Chico de Miguel (já falecido), revela como a compra de votos ocorria abertamente quando ele disputou seu primeiro mandato de deputado estadual, em 1966. Sem dinheiro e apoio da UDN, que o queria apoiando Antônio Torres, Chico apostava nos amigos para se eleger, mas achava muito difícil porque seu adversário Manoel Teles esbanjava poder na cidade. “Faltando três dias para a eleição, eu presenciei ele com um grande saco de plástico cheio de dinheiro dando ao povo no meio da rua. A gente via o dinheiro no saco, era escancarado”, contou o velho líder. Apesar da exagerada compra de votos, Manoel Teles não conseguiu impedir a vitória de Chico de Miguel, eleito com 3.206 votos para a Assembléia.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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