Aterro sanitário: uma questão ainda sem solução

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As discussões geradas em torno da construção do aterro sanitário em cima de um aqüífero, estão mobilizando toda a sociedade para a questão ambiental. Uma das pessoas a discutir o assunto foi o especialista em Química e Qualidade Ambiental, Pedro Linhares. Segundo ele, não há um conhecimento detalhado do estudo que foi feito na área, mas sua opinião é de que o aterro sanitário já seria uma solução definida. “Este aterro deve servir não apenas para se colocar lixo, devendo ser feito de forma combinada, separando o material que pode ser reciclado e fazendo um tratamento daquele material”, diz Pedro Linhares, ressaltando que há várias restrições, inclusive da ONU, que prevê uma avaliação dos aspectos geológicos, geotécnicos e climatológicos, dentre outros. “Há uma engenharia que pode garantir – entre aspas – a construção daquele aterro. Nós sabemos que ele está em cima de um aqüífero importantíssimo, com mais de 100 mil pessoas recebendo água dali. Aquela é uma área de calcário e que não garante que o lixo penetre na água e a contamine. Com certeza a engenharia seria muito reforçada para se instalar o aterro naquela área. A engenharia oferece soluções, mas tudo é arriscado demais”, diz ele. O projeto do aterro sanitário foi feito para que ele tivesse vida útil de 20 anos, mas este número já foi baixado para 18. O que muita gente não sabe, é que ele permanecerá com um efeito residual por cerca de 70 anos.

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