Caso Gefferson: Justiça da PB determina soltura dos policiais de SE

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(Foto: Freepik)

A Justiça da Paraíba concedeu nesta sexta-feira, 26, liberdade aos dois policiais sergipanos denunciados por envolvimento na morte do Gefferson de Moura Gomes, de 32 anos, durante uma operação policial do Departamento de Narcóticos (Denarc/SE) no município de Santa Luzia (PB).

A soltura do policial civil José Alonso Santos e o policial militar Gilvan Moraes de Oliveira foi concedida após solicitação da defesa do delegado Osvaldo Rezende, que obteve liberdade, por meio de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na última terça-feira, 23.

“Quando impetramos o habeas corpus em favor do delegado Osvaldo, nós solicitamos que o benefício que fosse dado a ele, fosse estendido aos demais. O STJ acabou não apreciando esse pedido, o que motivou a oposição de um embargo de declaração. Ao mesmo tempo, enviamos ao juiz um pedido de extensão do benefício, considerando que as situações são idênticas. E no dia de hoje, o juiz da Comarca de Santa Luzia (PB), expediu o alvará e concedeu liberdade aos dois policiais”, detalha o advogado Guilherme Maluf, que faz a defesa do delegado Osvaldo Rezende.

Entenda o caso

O advogado Gefferson de Moura Gomes foi morto no dia 16 de março, durante uma operação  do Denarc/SE contra o tráfico interestadual  de drogas no município de Santa Luzia, na Paraíba. De acordo com a Polícia Civil de Sergipe, foi montado um bloqueio policial e Gefferson estava armado, esboçou uma reação e foi atingido. A tese é rebatida pela investigação da polícia paraibana que entendeu que houve fraude processual e execução da vítima.

No dia 20 de abril, a Justiça da Paraíba recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público da Paraíba contra os três policiais de Sergipe. O delegado Osvaldo Resende, o policial civil José Alonso Santos e o policial militar Gilvan Moraes de Oliveira foram presos temporariamente em março, mas obtiveram liberdade em abril. Em agosto, eles tiveram a prisão preventiva decretada e se apresentaram espontaneamente à Corregedoria da Polícia Civil.

Por Verlane Estácio

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