Correios: funcionários decidem adiar a greve e manter as negociações

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Funcionários dos Correios realizaram assembleia nesta quarta-feira, 31 (Foto: Sintect/SE)

Os funcionários dos Correios em Sergipe decidiram em assembleia realizada nesta quarta-feira, 31, adiar a decisão de greve e manter as negociações com a empresa. A categoria não aceita a proposta apresentada pelos Correios, que apresenta, entre outros itens, um reajuste de 0,8%, quando a reivindicação é de 9,79%.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Sergipe, Jean Marcel Reimon, apesar de insatisfeita com a proposta, a categoria entende que não é viável entrar em greve neste momento. “Recebemos uma proposta desrespeitosa, mas surgiu uma mediação no TST e nós vamos aguardar uma contraproposta. Temos um mês para negociar, mas se não houver uma nova proposta e um diálogo, partiremos para mediação e o dissídio. Temos muita responsabilidade com essa situação, pois sabemos que uma grave traz complicações para os trabalhadores e também para a população”, explica.

Jean explica que os trabalhadores vão se manter em estado de greve, realizando diversas mobilizações para divulgar a pauta de reivindicações. “Faremos visitas setoriais e atos com carros de som nas portas de algumas unidades para chamar atenção dos trabalhadores e da sociedade”, destaca.

Ainda de acordo com o presidente do Sintect/SE, os trabalhadores também temem a privatização da empresa. “Quanto mais direitos a empresa tira e quanto mais enxuga os trabalhadores e fecha as agências, mais fácil fica a privatização. Então, mais do qualquer luta por melhorias e reajuste, a luta atual dos trabalhadores é para manter a empresa públicas e os seus empregos”, conclui.

Em nota publicada esta semana, os Correios afirmaram comprometimento com o fechamento do acordo coletivo de trabalho e ressaltaram a apresentação de uma proposta com benefícios aos empregados e em conformidade com a capacidade econômico-financeira da empresa. Os Correios disseram também que o processo de negociação com as representações dos empregados continua em andamento, com mediação do TST, e que por esse motivo, não é oportuno tratar de greve neste momento.

 

por Verlane Estácio

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