Delegada conclui inquérito que apura suposta agressão a aluno autista

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Escola onde ocorreu a suposta agressão (Foto: Google/Maps)

A delegada Maria Socorro, do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) de Nossa Senhora do Socorro, concluiu o inquérito que investiga a suposta agressão a um aluno autista na Escola Municipal Pedro Moreira Filho, localizada no Povoado Taiçoca de Fora, em Nossa Senhora do Socorro. A professora não foi indiciada e o caso foi encaminhado ao Ministério Público do Estado, que deverá decidir se cabe ou não uma denúncia.

De acordo com a delegada Maria Socorro, a professora explicou que chegou à sala de aula e encontrou a criança com um vaso de lixo na cabeça. Ela teria tentado tirar o vaso da criança, mas a criança ficou agitada e agressiva. A partir de então, a professora teria tentando conter a criança, já que os demais alunos ficaram assustados.

A delegada explicou que diversas pessoas foram ouvidas, entre elas, a professora acusada de agressão, os funcionários da escola e mãe da criança. Nos autos, também constam informações sobre o comportamento da professora, que nunca teve problemas em seu histórico, e da criança, que segundo a delegada, era acompanhada por um profissional ofertado pelo Município.

Maria Socorro informo também que não poderia dizer se houve maus tratos e que deixou para a Justiça, com base nos elementos reunidos no inquérito, analisar a situação e decidir se cabe a realização de denúncia e o tipo de crime.

Relembre o caso

Um ex-funcionário da escola divulgou imagens nas quais é possível ver o menino autista chorando no chão, enquanto a professora pede que os outros estudantes o ignorem. Em outro momento, a educadora ameaça agredir o garoto com um calçado. Os vídeos foram gravados em novembro, mas as denúncias foram feitas à administração somente em fevereiro de 2019.

A Prefeitura de Socorro abriu um processo administrativo disciplinar para apurar o caso e afastou a educadora de suas funções. O MP também instaurou um processo para investigar a situação. A mãe do aluno, Lidiane Conceição, informou que o filho demonstrou interesse de voltar para a mesma escola. Ele mudou de turno e passou a estudar pela manhã.

por Verlane Estácio

 

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