Família de Anthony Marques pede condenação de acusados por homicídio

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Amigos e familiares de Anthony Marques, estiveram no Fórum Desembargador Artur Oscar de Oliveira Déda (Fotos: Portal Infonet)

Amigos e familiares de Anthony Marques, estiveram no Fórum Desembargador Artur Oscar de Oliveira Déda, em Nossa Senhora do Socorro, nesta quarta-feira, 8, para pedir justiça pelo assassinato do jovem, em março deste ano, por causa de recargas telefônicas. No local, ocorreu a audiência judicial sobre o caso.

Mãe e avó de Anthony Marques

Dezesseis testemunhas de acusação e cinco de defesa foram intimadas para serem ouvidas hoje. Entre elas, a mãe de Anthony, Josevalda Barbosa Santos, que pede que Alisson Pereira dos Santos, o Toca, vá para a cadeia. “Queremos justiça. Queremos que ele [Alisson] vá para a cadeia, porque ele tá solto, mesmo com aquela tornozeleira, ele tá solto”, pediu. Em maio, a prisão preventiva do acusado foi convertida em domiciliar por causa de um problema de saúde.

Josevalda também relembrou como tudo começou. “Recebemos uma ligação, dizendo que tínhamos ganhado um prêmio de R$ 25 mil. Perguntamos se era golpe, mas eles tinham todos os meus dados”, diz. Crendo na premiação, Anthony Marques foi até a mercearia de Alisson, onde realizou diversas recargas. Sem dinheiro pagar, ambos discutiram e a confusão acabou na morte do jovem.

De acordo com apurações da Polícia Civil e confessadas pelo próprio Alisson, o acusado, Anthony foi colocado na mala do carro, morto e abandonado no povoado Lavandeira, também em Socorro.

Advogado pedirá liberdade do funcionário

Alisson admitiu o crime, entretanto, o advogado de defesa dos réus, Vagner Rogeres, diz que o crime só ocorreu porque foi ameaçado por Anthony. “Ele tentou ir embora, Toca segurou, houve briga, outras pessoas ajudaram a imobilizá-lo. Ele foi colocado dentro do carro para ser levado à 7ª Delegacia, mas ameaçou Alisson dizendo que tirou várias fotos dele e que quando saísse, mataria ele”, informou ao advogado. Diante das ameaças, Alisson matou Anthony.

O proprietário da mercearia teve ajuda de José Carlos dos Santos Júnior, o Bocão, que está preso. “Eu acredito na inocência de Júnior, o funcionário, que implorou para que Toca não matasse. Ele não teve participação a não ser ocultação de cadáver”, informou. O advogado afirma que pedirá a liberdade de Júnior Bocão. A justiça deve decidir se o caso irá a júri popular.

Na 2ª Vara Criminal também tramita o processo que envolve outras três pessoas acusadas por ajudar Toca a imobilizar Anthony. Elas respondem por lesão corporal.

por Jéssica França

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