George Magalhães: testemunhas do caso de estupro são ouvidas no Fórum

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George Magalhães, entre os advogados Evânio e Getúlio, aguarda os depoimentos (Fotos: Portal Infonet)

Entrou na fase de instrução o processo judicial movido contra o radialista George Magalhães, denunciado pelo crime de estupro que teria sido praticado contra uma servidora do condomínio, onde o acusado reside, na Praia de Atalaia, em Aracaju. Nesta quinta-feira, 14, a juíza Vanessa Neves Serafim Couto, da 1ª Vara Criminal, deu início à oitiva das testemunhas arroladas pela defesa, pelo Ministério Público e também pelo assistente de acusação.

Radialista só falará com imprensa depois de ser interrogado

De acordo com informações do advogado Evânio Moura, a defesa arrolou cinco testemunhas, três na defesa de George Magalhães e outras duas atuarão na defesa do produtor Antero Alves, que foi indiciado no inquérito acusado de coação a testemunhas. O radialista chegou à sede do Fórum Gumersindo Bessa acompanhado dos advogados Evânio Moura, Matheus Dantas Meira e Getúlio Sobral, que atuam conjuntamente na defesa do radialista e do produtor.

Os advogados orientaram o radialista e o produtor a não apresentarem versões aos jornalistas que acompanham o andamento do processo. “A defesa está tranquila, acreditando na Justiça”, resumiu o advogado Evânio Moura. Ele disse que o radialista só deverá falar publicamente sobre a questão, depois que for interrogado pela juíza Vanessa Couto.

Sem dúvidas

Lucas Cardinali: sem dúvidas que o estupro aconteceu

O radialista George Magalhães foi acusado do crime de estupro no ano passado. Durante a investigação, o radialista foi preso, no dia 13 de setembro, acusado de tentar corromper testemunhas do caso. No dia 8 de novembro, o acusado ganhou o direito de responder ao processo em liberdade, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mas, obrigado a cumprir medidas cautelares, que incluem a mudança de endereço, a não frequentar o condomínio e manter-se distante da vítima e das testemunhas.

O advogado Lucas Cardinali, que atua como assistente de acusação, prefere não oferecer detalhes sobre o rol de testemunhas, alertando que o processo tramita em segredo de justiça. Mas ele não tem dúvida de que os crimes de estupro e a corrupção de testemunhas foram praticados. “Na fase do inquérito, a acusação trouxe informações que confirmam a ocorrência do fato”, ressalta o advogado. “Resta apenas uma dúvida levantada pela defesa: como o fato ocorreu”, observa.

George conversa com Antero enquanto aguarda o fim dos depoimentos

O Portal Infonet obteve informações que entre as testemunhas presentes no Fórum Gumersindo Bessa nesta quinta-feira, 14, está uma mulher, que também se declarou vítima de estupro, que teria sido praticado por George Magalhães há mais de 15 anos. Neste outro caso, não foi instaurado procedimento porque a legislação previa a prescrição [quando o Estado perde o direito de aplicar punições] deste tipo de crime e a autoridade policial, na época que esta versão chegou ao conhecimento da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), não teve amparo legal para iniciar a investigação.

por Cassia Santana

 

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