Meteorologia anula possibilidades de tsunami ou furacão em Sergipe

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Segundo o meteorologista Overland Amaral, tudo não passa de boatos (Foto: circulação nas redes sociais)

Começou a circular nesta quinta-feira, 18, em algumas redes sociais, a possibilidade do estado de Sergipe ser vítima de algum desastre natural, como furacão ou tsunami. Algumas pessoas chegaram até a compartilhar fotos e vídeos, onde um suposto tufão aparecia no meio do Oceano Atlântico para dar “veracidade à informação”. Mas segundo o meteorologista Overland Amaral, tudo não passa de boatos. Ele afirma que as imagens mostram apenas a incidência de um anticlone – fenômeno considerado natural pela meteorologia.

Overland Amaral explica que um anticlone é uma região em que o ar se afunda vindo de cima e, com isso, há supressão dos movimentos ascendentes necessários à formação de nuvens e precipitação. “Na prática, é um ciclone invertido. Ao invés da alta pressão ficar em cima, como no caso de um ciclone, ela fica embaixo”, resume o meteorologista. Com isso, há um aumento dos ventos e são justamente eles que dissipam a força do anticiclone, levando-a para a costa de alguns municípios, dentre eles, o de Sergipe.

O único alerta feito pelo meteorologista é para que as pessoas evitem tomar banho de praia e praticar esportes náuticos. “Entre o final da noite de hoje e até amanhã a meia-noite, as ondas em mar aberto poderão chegar a 4 metros de altura. Já na costa sergipana, elas podem chegar aos 3 metros”, destaca Overland. O anticiclone também foi responsável pela volta da frente fria ao estado. “Essa frente fria estava ontem, por volta das 20h, em Salvador e chegou ao litoral de Sergipe na manhã desta quinta”, afirma o profissional.

Chuvas e temperaturas ainda mais baixas

Com a volta desta frente fria, Overland explicou que as temperaturas ficarão ainda mais baixas nos próxima dias, além das incidências de chuvas de maneira mais constante. “Além das chuvas, os ventos poderão chegar a 40 km/h. As temperaturas mínimas podem chegar aos 15ºC em algumas cidades, em especial no Centro Sul Sergipano”, informa.

por João Paulo Schneider  e Verlane Estácio

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