Pimentas viram arte no mercado Thales Ferraz

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Vasos decorativos feitos com os mais variados tipos de pimenta
Pimenta malagueta, de cheiro, mochinho, chapéu de couro, biquinho e cheiro do Pará. Quem ainda não viu de perto a variedade da planta precisa ir ao mercado Thales Ferraz e conhecer a barraca mais apimentada de Aracaju.

Elisangêla Santos, uma paraense de 28 anos, utiliza todas essas pimentas com bastante criatividade para confeccionar os mais variados vasos decorativos que são vendidos em sua banca dentro do mercado.

Como fazer

“Faço uma seleção das pimentas mais bonitas e mais coloridas e começo meu trabalho diário”, conta Elisângela, que chega a produzir diariamente 40 vasos e vende 60 unidades por semana.

Paraense produz mais de 30 vazos diariamente
Depois da seleção, a artesã transforma algumas pimentas de cheiro em pequenas flores para compor a decoração. “Depois de cortadas as pimentas, vou alternando as outras por cores e colocando dentro dos mais variados tipos e tamanhos de vasos”, comentou a paraense.

Cuidados

No entanto, não basta só variar as cores. É preciso ter alguns cuidados na hora de produzir. “Nunca deixo as pimentas verdes por cima, pois podem criar mofo. Também elas são as únicas que perdem a coloração”, explica a artesã, que passa em média uma hora e meia para produzir o maior vaso.

Os preços dos vasos variam entre R$ 3 e R$ 50, dependendo do tamanho. Os maiores são vendidos normalmente para turistas, já os pequenos para alguns sergipanos que apreciam o trabalho “Os turistas compram bastante, até porque não é comum encontrar esse tipo de produto em outros estados”, pontuou Elisângela.

Conceição Pinto compra vários vasos para presentear os amigos
No entanto a sergipana Conceição Pinto, 49 anos, adora comprar os maiores vasos na banca de Elisangêla. “Semana passada comprei um bem grandão e hoje vou levar outro, mas desta vez um pouco menor”, comentou sorridente Conceição

A jovem senhora, que manda os vasos para cidades como Rio de Janeiro e Blumenau, diz que apenas presenteia os amigos e não tem nenhum tipo de lucratividade. “Mando pelo correio ou eu mesmo levo quando faço viagens. Meus amigos adoram”, concluiu.

Por Alcione Martins e Glauco Vinícius

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