Psicóloga destaca as causas do aumento de divórcios na pandemia

0
Segundo a psicóloga Maíra Nascimento, muitos casais acabaram não sustentando a relação por muito tempo (Foto: Maíra Nascimento/Arquivo Pessoal)

O número de divórcios durante o período da pandemia da Covid-19 aumentou substancialmente. Segundo números divulgados pelo Colégio Notarial do Brasil, em outubro de 2020, o aumento foi de 54%, na pandêmica.

Em virtude do isolamento social ocorrido sobretudo nos primeiros meses de pandemia, muitos casais acabaram não sustentando a relação por muito tempo. “O que chega até o consultório de pacientes adultos, é que a pandemia foi a gota d’água para que isso acontecesse. O casal já vinha passando por dificuldades, e o fato do isolamento social, das incompatibilidades estarem mais evidentes fizeram com que culminasse no divórcio. De fato cresceram 54%, e esse número vem aumentando”, explica a psicóloga Maíra Nascimento.

Ainda de acordo com a psicóloga, alguns fatores contribuem para o distanciamento dos casais.  “A questão do stress do cotidiano, a divisão de tarefas dentro de casa, os filhos que necessitam de mais atenção, principalmente os que estão em idade escolar, tudo isso tem gerado o distanciamento desses casais”, destacou Maíra.

Com o início da flexibilização da pandemia e também com os serviços on-line ofertados pelo cartório a procura pelo divórcio aumentou. “O fato de agora estar mais acessível o início do processo de divórcio no cartório eletrônico, acabou facilitando. Tem crescido muito o acesso. Principalmente mulheres tem buscado mais interromper essas relações”, explica.

Diálogo

Apesar disso, a psicóloga destaca que o diálogo pode ajudar a enfrentar os problemas advindos desse convívio na pandemia. “É importante que a gente possa dialogar com o nosso parceiro, que os casais possam conversar entre si de uma maneira empática. O diálogo é um dos melhores caminhos para poder alinhar e ambos se colocarem de uma forma que os dois possam entrar em equilíbrio. Se ficar difícil, existem aí terapeutas de casal, ou que atendem pessoas individualmente. Então se ficar muito difícil conversar, é preciso buscar ajuda profissional”, completou.

Por Milton Filho e Aisla Vasconcelos

Comentários

Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso portal. Ao clicar em concordar, você estará de acordo com o uso conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Concordar Leia mais