Santa Maria: moradores desbloqueiam parte da rua Rosa Azul

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Moradores decidiram desbloquear parte da via (Fotos: Movimento Rosa Azul)

Os moradores da rua Rosa Azul, no loteamento Ponta da Asa, que fica no Santa Maria, decidiram no final da tarde desta segunda-feira, 20, desbloquear parte da via. A decisão atende a um pedido da direção do Centro de Integração Raio de Sol (Ciras), que alegou que a obstrução estava prejudicando a passagem das pessoas com deficiência que buscam atendimentos no local.

Condições da via motivaram protesto

A Rua Rosa Azul foi totalmente bloqueada pelos moradores na última segunda-feira, 13. A comunidade reclama da falta de pavimentação e saneamento básico. Conforme os moradores, nas estações mais quentes, as pessoas sofrem com a poeira. Já no inverno, a situação se complica por causa da lama.

De acordo com a dona de casa, Veraci Pereira, integrante do Movimento Rosa Azul, os moradores decidiram desinterditar o trecho que dá acesso ao Ciras e mudar o ponto de bloqueio para outro local. “Mudamos o bloqueio para um local que é depois do Ciras. Tivemos uma reunião com a direção do Centro, que prometeu se juntar a nós na busca de benefícios para a rua. Mas vamos esperar até a sexta-feira. Caso não haja uma resposta da SMTT ou da Emurb, fecharemos novamente a rua inteira”.

Moradores se reuniram a direção do Ciras e entraram em acordo

A diretora do Ciras, Caroline Carvalho, conta que a situação da via e, sobretudo, o bloqueio, dificultaram a passagem das pessoas com deficiência, causando o cancelamento de parte dos atendimentos. “Tivemos uma reunião e pedi que eles abrissem um acesso para as pessoas com deficiência. Todos entenderam a situação e nós resolvemos nos unir para conseguir asfaltar a rua. Faremos um abaixo-assinado e vamos trabalhar juntos para alcançar o objetivo”.

Nessa segunda-feira, 20, o assunto também foi discutido no Ministério Público Estadual. A SMTT pediu prazo para verificar a possibilidade de implantar sinalização vertical na região, estipulando limites de velocidade; e para procurar uma mineradora, situada na via, para tentar viabilizar uma contrapartida, já que ela possui veículos pesados trafegando e, consequentemente, espalhando poeira na região. A Emurb também solicitou um prazo para verificar  a possibilidade de enviar um caminhão-pipa e amenizar os problemas com a poeira.

 

por Verlane Estácio

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