UFS e DER tentarão entrar em acordo para resolver questão da duplicação de rodovia

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Reunião para tentar um acordo será feita entre UFS e DER
Será necessário a realização de uma nova reunião entre os técnicos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e do Departamento de Estradas e Rodagens de Sergipe (DER/SE) para definir a situação dos moradores que ficam na área da duplicação da rodovia João Bebe Água. Essa foi a decisão tomada
em audiência realizada no Ministério Público Estadual (MPE) sob a responsabilidade do promotor de justiça Augusto César Leite de Rezende, que reuniu representantes dos moradores, do DER, o secretário de Infra-Estrutura do Estado, Osvaldo Nascimento e técnicos da UFS.

A reunião entre UFS e DER será feita em um prazo de até 15 dias para que as duas instituições tentem chegar a um acordo sobre o projeto. Na ocasião cada uma deverá apresentar um alternativa para a realização da obra. À UFS caberá ter uma resolução definitiva de quanto do seu terreno poderá doar para que a obra seja executada, já que seus técnicos foram enfáticos ao afirmar que não poderão ceder

Moradores lotaram a sala do MPE
os 12 metros que o Estado solicita.

Com a negativa da UFS em ceder o terreno, alegando que existem projetos programados para a área, o Estado precisou iniciar o processo de indenização das casas dos moradores que ficam na área de 200m em frente ao Campus da Universidade, o que motivou o pedido deles de que o MPE interviesse na questão, já que eles não pretendem deixar o local.

O secretário de infra-estrutura afirmou que caso a UFS e o DER não entrem em acordo será necessário iniciar o processo de desapropriação das casas para que a obra tenha sua continuidade, mas se comprometeu a paralisar o processo de indenização até que a tentativa de acordo com a UFS possa ser feita.

Celso Leão: “faremos todo o possível”
Ao final da audiência o clima entre os moradores era de apreensão. Uma das representantes, Dulcilene Teixeira Almeida, falou do sentimento de perder sua casa. “Gostaria de pedir a sensibilidade do reitor da UFS para que o terreno fosse cedido. Vejo que todos os envolvidos na questão têm boa vontade para que o problema seja resolvido, menos a universidade”, desabafou.

Já o procurador da UFS, Celso Leão, prometeu que a universidade fará todo o possível para que os moradores não precisem ser retirados do local. “Não temos como ceder os 12 metros pedidos, pois temos vários projetos licitados para a área, mas estamos dispostos a negociar para resolver a questão da melhor forma possível”.

 Por Letícia Telles

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