Cinema de luto: morreu Charlton Heston

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Charlton Heston
O mundo do cinema está de luto. Faleceu na noite de sábado, 5, o ator norte-americano Charlton Heston, de 83 anos. As causas da morte não foram anunciadas mas desde 2002 sabia-se que ele sofria do mal de Alzheimer.

Embora tendo contracenado com as mulheres mais belas do cinema – atrizes como Sophia Loren e Ava Gardner – Heston jamais se envolveu com nenhuma delas e morreu tendo ao lado sua mulher há 64 anos, a ex-atriz Lydia Clark. Ele nasceu a 4 de outubro de 1924, na cidade de Evanston, Illinois, e com apenas 18 anos tentou uma carreira teatrl, que foi interrompida pela convocação para servir ao Exército durante a II Guerra.

Em 1942, fez sua estréia no cinema, numa produção de estudantes universitários sobre “Julio César”. Ele considerava, porém, que sua estréia deu-se num pequeno filme, chamado “Dark City”, produção de Hal Wallis, em 1950. Foi então visto pelo produtor-diretor Cecil B. de Mille que lhe deu o papel principal de “O Maior Espetáculo da Terra”.

Três anos depois faria para De Mille o super-espetáculo “Os Dez Mandamentos”, no papel de Moisés – hoje considerado um clássico. Clássico virou também o filme que o consagrou, o notável “Ben Hur”, de William Wyler que arrebanhou 11 Oscars, um para a interpretação de Heston. A partir daí sua filmografia é recheada de superproduções, filmes como “El Cid”, “55 Dias em Pequim”, “Khartoum”, “A Maior História Jamais Contada”, “Os Três Mosqueteiros” (onde fez um raro papel de vilão), “Aeroporto 1975”, “A Agonia e o Êxtase”, entre tantos outros.

Em Aracaju, um dos seus filmes de maior sucesso foi “O Planeta dos Macacos”. Fez vários filmes para a televisão, mas ultimamente era o combatido presidente da Associação Nacional de Rifles, que preconizava “uma arma para cada cidadão norte-americano”. Um filho de Charlton Heston, Fraser Heston, é diretor de cinema e executivo de grandes estúdios.

Por Ivan Valença

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