Começou a carreira por acaso e hoje tem 11 CDs gravados

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O baiano Adelmário Coelho está há mais de dez anos na estrada do forró. Só nos últimos dois anos ultrapassou a marca dos 100 mil discos. O novo CD, intitulado Povo Brasileiro, traz 13 faixas de músicas inéditas, românticas e de ritmo arrojado. A coreografia, o figurino e o cenário também vão chamar a atenção do público nesse São João. Natural da cidade de Curaçá, na Bahia, região próxima a Juazeiro e Petrolina, Adelmário mora em Salvador há mais de 25 anos.

Trabalhou no Pólo Petroquímico de Camaçari, mas foi em Caruaru (PE), que tudo começou. “Sempre fui apaixonado por forró. Em 1994, passeando com a família em Caruaru, veio a idéia de gravar uma música, apenas com um trabalho. O dono de um estúdio notou alguma coisa interessante e resolveu gravar um disco com 10 faixas. Assim começou a vida musical”, lembra. O disco foi chamado “No Balanço do Forró”.

Fã do Trio Nordestino, Adelmário deslanchou sua carreira mesmo em 1995, quando resolveu homenagear a banda de forró de sua preferência. Somente no final de 2002, ele pegou sua coleção dos discos do Trio Nordestino, selecionou as melhores músicas e foi para o estúdio regravá-las. Anos depois, ele gravou o CD “Visita ao Trio Nordestino – Volume II”. Com este CD ele ganhou um disco de ouro e entrou no ranking dos 30 mais vendidos do país e o primeiro de sua categoria.

Com uma equipe formada por 33 pessoas, muitos da família, Adelmário Coelho chega a fazer 120 shows por ano. A maior parte deles na Bahia, Sergipe, Pernambuco, Alagoas e Paraíba. Apesar de pouco tempo no meio artístico, quando comparados a outros cantores, ele tem 11 CDs gravados, praticamente um por ano. A música de trabalho desse São João é “Anjo Protetor”. Para ele, cantar em Sergipe é “extremamente gratificante”.

CURIOSIDADE – A música mais executada de Aldemário Coelho, em 1995, foi “Não Fale Mal do Meu País”. Em uma viagem pela Bahia, no mesmo ano, o então presidente da República Fernando Henrique Cardoso ouviu a música e recomendou que os professores a utilizassem em sala de aula. A música diz “não fale mal do meu país, da minha gente desse povo varonil. Fale da França, da Itália ou da Alemanha, mas não fale do Brasil… Nosso país deu Noel e Pixinguinha, deu Lampião e Gonzagão, rei do baião, deu Padre Ciço, Rui Barbosa e Rei Pelé. Fale mal de quem quiser. Mas o Brasil ainda é melhor”.

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