Cortejo Junino leva cultura ao Siqueira Campos

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Uma tradição que se renova há cinco anos e pára o trecho das ruas do bairro Siqueira Campos, que fica entre a praça Dom José Tomás e rua Bahia, atraindo dezenas de pessoas para calçadas e sacadas das residências. É assim o Cortejo Junino, uma festa que faz parte do projeto Feira, Fole e Folia, promovido pelo Serviço Social do Comérico (Sesc). “O Sesc tem essa vertente de promover a cultura. Nesse projeto a comunidade se insere e passa a cobrar sua realização”, afirma a gerente do Sesc/Siqueira Campos, Auxiliadora Rosa. 

O Cortejo aconteceu na tarde desta quinta-feira e durante o percurso, grupos folclóricos como os Bacamarteiros de Carmópolis, Samba de Coco de Indiaroba e da rua São Benedito em Nossa Senhora do Socorro, Samba de Pareia de Laranjeiras, Batucada de Estância e Banda de Pífanos de Aracaju e Rosário do Catete fizeram evoluções.

Cortejo Junino é uma tradição no bairro Siqueira Campos 

“Me sinto uma garota de 15 anos. Não quero levar a vida reclamando, sentada numa cadeira. Gosto de dançar e festejar, porque isso é viver”, revela a aposentada Maria Auxiliadora, 64 anos. 

O evento traz a cultura do interior para capital, como forma de preservação e respeito às tradições do povo sergipano. Ele também apresenta a renovação, mostrando que cultura se perpetua entre os seus descendentes. Isso é o que acontece com os Bacamarteiros de Carmópolis, onde se encontra desde homens com idade acima de 65 anos a crianças com pouco mais de oito anos. “Manter a cultura viva é perpetuar a existência de um povo. É lindo ver idosos, crianças e adolescentes se apresentar na avenida”, revela a estudante Marília Ferreira.

O encerramento do Cortejo Junino aconteceu na unidade do Sesc, localizada na rua Bahia, com as apresentações dos grupos folclóricos e trios de forró pé-de-serra. Para Guiomar dos Santos, uma aposentada com 75 anos, sambar e dançar forró faz parte da sua rotina há mais de duas décadas. “Faço parte de grupos de dança, folclóricos e do coral do Sesc. Isso é uma benção para quem é da terceira idade”. Opinião semelhante tem Maria Jacira do Nascimento, 72 anos. “Adoro tudo isso. É uma maravilha, aqui se percebe que o tempo não passou e que somos jovens para fazer o que queremos”, disse Jacira, que também é rainha de um grupo de Taieira da cidade de Lagarto.

Por Ailton Sousa

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