Na pisada do forró

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Um bom forrozeiro já nasce sabendo dançar. Certo? Nem sempre. Apesar de passar de pai pra filho e estar no sangue dos nordestinos, o forró não é herança exclusiva da região. Principalmente porque já existem professores e academias especializadas que ensinam desde o simples xote até o forró eletrônico, uma mistura de lambada, jazz e dança contemporânea. A informação é do bailarino e coreógrafo José Eremito, que há cinco anos ensina forró em academias de Aracaju.

 

Ele contou ao Portal InfoNet que, embora a duração do curso básico de forró seja de três meses, com 30 dias um bom aluno já consegue dançar sem “dar vexame”. As aulas, que acontecem duas vezes por semana, incluem xote, baião, “puladinho” e até o “miudinho da Paraíba”, considerado o passo mais difícil de aprender.

 

As mulheres desacompanhadas são quem mais procuram pelas aulas do forró nas academias, depois vêm os casais e, em terceiro lugar, os homens. Mas Eremito garante que são estes que encontram mais dificuldades para aprender a dançar um bom forró pé-de-serra.

 

A assistente administrativa Josefa dos Santos contou para o Portal InfoNet que procurou uma academia para resolver um antigo problema. “Às vezes, o pessoal saia e chamava a gente pra dançar e eu não podia ir, porque não sabia dançar”. Ela disse ainda que acabou encontrando muito mais nas aulas de forró: “dançar faz bem para o corpo e também para mente, é uma terapia na minha vida”.

 

Para quem quer correr atrás do prejuízo e aprender um bom arrasta-pé, Eremito dá a receita do sucesso. “Boa vontade, garra e muito desejo de aprender”. Mas não é só. O investimento de um curso de forró com aulas de uma hora, duas vezes por semana, varia de R$ 50 a R$ 100. 

 

Por Sílvia Lemos

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