Petrobras lança Programa Cultural 2010

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Editais contemplam projetos em todas as partes do país (fotos: Portal Infonet)
Em uma grande festa no Forte Santo Antônio Além do Carmo, no Centro Histórico de Salvador, foi lançado na manhã desta sexta-feira, 11, o Programa Petrobras Cultural (PPC) 2010. A iniciativa abre inscrições para seleção pública de projetos em 19 áreas culturais, dentro das três linhas de atuação do programa: Formação, Preservação e Memória e Produção e Difusão. O PPC 2010 destina uma verba total de R$ 61,2 milhões para as seleções.

Esta é a sexta edição do PPC e pela primeira vez o lançamento acontece fora do Rio de Janeiro. Na ocasião, apresentaram-se os grupos de capoeira “Toque de Birimbau” e “Mangagá”. O cantor Xangai e o apresentador Pepeu foram os mestres de cerimônia do evento. Estiveram presentes, ainda, o governador da Bahia Jacques Vagner, o mininistro da Cultura Juca Ferreira, o presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, Wilson Santa Rosa, gerente de comunicação da Petrobras, e o secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meireles.

Xangai tocou diversas músicas durante lançamento
Na edição 2010 do PPC, três áreas têm cronograma diferençado e já tiveram suas seleções concluídas: festivais de música, festivais de cinema e difusão de longa-metragem em salas de cinema. Os projetos contemplados foram anunciados no início do ano. Os recursos para essas áreas somam R$ 9 milhões.

Nessa edição do PPC, os incentivos incluem desde projetos de pesquisa artística a projetos de distribuição de bens culturais. Podem se inscrever projetos destinados à recuperação e digitalização de acervos, à manutenção de grupos e companhias de artes cênicas, à produção de filmes, a eventos de cultura digital e artes eletrônicas, à gravação de CDs, a turnês de shows/concertos, entre outros.

Grupos de capoeira apoiados pelo projeto realizaram apresentações
De acordo com o gerente de comunicação da Petrobras, Wilson Santa Rosa, desde 2003 foram disponibilizados R$ 250 milhões pelo programa para investimentos em Cultura. “Somente em 2003 é que nós lançamos o PPC com o formato que ele tem hoje, para proporcionar o acesso aos incentivos para todo o Brasil e não somente no eixo Rio e São Paulo, que eram privilegiados”, informou.

Para o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o lançamento do projeto tem dois objetivos principais: “O primeiro é criar um processo de escolhas transparente e que permite critérios objetivos. Mas também como Cultura é subjetiva, em que os componentes sabem que há critérios de escolha pré-requisitos definidos e eles devem ser respeitados, o trabalho que as nossas caravanas fazem é para que os produtores culturais entendam isso. O segundo é a descentralização dos patrocínios culturais brasileiros. Quando começamos, 75% dos recursos eram destinados ao eixo Rio/São Paulo. Hoje já conseguimos diminuir esse monopólio para 60%. Além disso, agora, todos os Estados brasileiros têm projetos escolhidos”, ressaltou.

Sérgio Gabrielli destacou a transparência no processo de escolha dos projetos
O ministro da Cultura Juca Ferreira disse que é preciso mobilizar a Cultura Nacional. “Cultura é necessidade básica assim como Saúde e Educação. Mas se você olhar, nada na Cultura atinge 20% da população, a não ser a Televisão. Na área cultural, o cinema, por exemplo, somente 13% dos brasileiros têm acesso, e somente 5% da população já foi a um museu. É preciso mudar isso”, explicou.

Ferreira disse ainda que a Petrobras é um importante parceiro no financiamento da Cultura e deu uma dica para melhorar ainda mais o projeto. “Fica uma sugestão para que todo o ano o lançamento seja feito em um Estado diferente, como forma de proporcionar o conhecimento do que são os editais em cada Estado, de forma mais próxima. O Minc, somente através da Lei Rouanet, disponibilizou mais de R$ 300 milhões em investimentos e hoje chegamos a R$1 bilhão. A Petrobras é uma importante parceira para essa conquista”, salientou.

Jaques Vagner falou da importância de levar o financiamento cultural a todas as partes do país
Segundo o governador da Bahia, Jacques Vagner, a descentralização da cultura é fundamental. “Nós não queremos concentração de cultura no eixo Rio/São Paulo. A Bahia é o berço da fundação da nação brasileira. Cada tostão investido significa que é mais gente fazendo o que gosta e o que sabe fazer. O povo brasileiro gosta é de cultura”, afirmou.

Comissões

Todos os anos são formadas comissões externas à Petrobras, com julgadores especializados em cada área. As comissões de seleção do PPC são formadas por grupos de profissionais que atuam diretamente nos setores da Cultura contemplados pelo programa, incluindo realizados, pesquisadores, jornalistas, críticos, curadores, acadêmicos, editores, entre outros.

Essas comissões são renovadas a cada ano, e sua composição busca atender à maior diversidade possível de perfis para o julgamento dos projetos, que são selecionados por seu mérito qualitativo. Nesta edição do PPC, as comissões reuniram 60 pessoas.

As inscrições para o Programa Petrobras Cultural podem ser feitas pelo site www.petrobras.com.br/ppc.

Por Bruno Antunes, enviado a Salvador a convite da Petrobras

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