Empresários lamentam crise no setor industrial de SE

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Coletiva aconteceu na manhã desta sexta-feira, 26… (Fotos: Portal Infonet)

Empresários sergipanos divulgaram na manhã desta sexta-feira, 26 durante café da manhã na sede da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES), uma Nota Técnica visando o aumento de 17% para 25% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a energia no segmento, proposto pelo Governo do Estado. O documento destaca queda em vários setores, a exemplo de 40% no setor têxtil, cujo desemprego já chegou a 150 trabalhadores em 2015. E que a queda na construção civil é de 30%, com a dispensa de 578 pessoas.

… durante café da manhã na sede da FIES

A Nota Técnica será entregue aos deputados estaduais no sentido de que tenham conhecimento dos prejuízos que poderão se agravar, caso aprovem após o período de recesso, o projeto de autoria do Executivo. Na coletiva, o presidente da FIES, Eduardo Prado informou que os empresários do setor industrial não foram procurados pelo Governo antes da elaboração do projeto.

“Nós não fomos procurados por nenhum representante do Governo, tivemos informações da existência desse projeto na Assembleia Legislativa e o deputado Zezinho Guimarães nos procurou para saber o que pensava a Federação das Indústrias”, ressalta acrescentando que a majoração do ICMS da energia elétrica consumida pelo setor industrial, também atingirá o setor rural e os serviços de Comunicação, que também terão reajustes.

Eduardo Prado: "Projeto é um equívoco do Governo"

Eduardo Prado disse ainda que as empresas já não são competitivas. “A indústria sergipana decresceu nos últimos meses, 6%, apesar de ser um segmento forte em todo o país. É o carro-chefe de qualquer atividade econômica. Entendemos ser um equivoco do Governo, até porque nos Estados de Alagoas e do Rio Grande do Norte, o ICMS é 17%. Como é que as empresas vêm se instalar aqui agora?”, indaga enfatizando que vai aguardar a resposta dos deputados estaduais e que após a entrega da Nota Técnica vai procurar cada um dos parlamentares para mostrar os prejuízos trazidos pelo projeto.

Dados

Na ocasião, o superintendente do Instituto Euvaldo Lotti, Rodrigo Rocha, divulgou dados coletados junto a alguns segmentos industriais.

Pedro Américo: "Aumento será insustentável"

Rodrigo Rocha mostra dados sobre o semento

“A indústria têxtil sergipana registrou queda de 40% na produção, no período de junho de 2014 a maio de 2015, indicando a dispensa de 150 empregados, estando operando em três turnos ao invés de quatro; a construção civil registrou queda de 30% de dezembro de 2014 a maio de 2015, tendo dispensado 578 pessoas; as gráficas produzem menos 30% e já operam no vermelho; o segmento cerâmico teve queda de 40% e o açúcar, teve redução de 24,7% na exportação e a indústria de álcool registra demissões de mais de 1.800 pessoas”, lamenta.

Para o representante da CIPC (Indústria de Papel), localizada em Itaporanga D’Ajuda, Pedro Américo, esse aumento será insustentável. “Queremos sensibilizar a classe política para que analise e não efetive essa proposta porque ela vem a agravar ainda mais um quadro que está difícil de se administrar. Vamos passar a ter um custo de 100% na energia e isso é insuportável e se o projeto for aprovado, não teremos como sustentar essa situação que já é muito preocupante”, afirma.

O projeto ainda não tramitou na Assembleia Legislativa, devendo entrar na pauta, no retorno dos deputados que entraram nesta sexta-feira, no período de recesso.

Por Aldaci de Souza

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