Indústrias têxteis realizam Grito

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O controle rigoroso das fronteiras do país (para combater as importações ilegais), a desoneração tributária e o combate à sonegação e à informalidade dos negócios são algumas das reinvidicações do setor têxtil e de confecção de todo o Brasil que realiza hoje, 5, o Grito da Indústria Têxtil.

 

Em Sergipe seis entidades do setor estão mobilizando a sociedade com outdoor, faixas e panfletos onde enumeram os problemas da categoria. Na manhã de hoje, 5, quatro fábricas pararam suas atividades às 10h para esclarecer os motivos da manifestação aos insdustriários.

 

“Paramos para que eles estejam acompanhando e entendam o que está acontecendo”, explica José Carlos Dalles, diretor presidente da fábrica Peixoto Gonçalves S.A. Indústria e Comércio e presidente do Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem do estado de Sergipe.

 

Um dos grandes problemas enfrentados atualmente pelas empresas têxteis, segundo José Carlos, é a invasão de produtos asiáticos no país. De acordo com o empresário, estes produtos  estão entrando no mercado a preço muito baixo e em condições muito inferiores a do Brasil, com encargo e juros bem mais baixos e prejudicando a competitividade com os produtos nacionais.

 

“Não é só um problema da indústria têxtil é de diversas indústrias no país, em diversos segmentos. Futuramente a indústria automobilística vai ter problemas também, podemos em breve ter aqui carros bem mais baratos do que os produzidos em nossas fábricas”, acrescenta.

 

Em todo o país o Grito da Indústria Têxtil tem o apoio de mais de 140 sindicatos, entidades e instituições da área.

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