Margem de comercialização: patamar de R$2.916.994 em SE

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(Foto: Arquivo Portal Infonet)

A Secretaria do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) traçou uma análise sobre os dados apresentados por Sergipe da Pesquisa Anual de Comércio (PAC), referentes ao ano de 2012. Divulgada na última quarta-feira, 1º, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a PAC representa a principal fonte de dados sobre a estrutura e o funcionamento do setor comercial, fornecendo informações relevantes para os planejamentos públicos e privados, bem como para a comunidade acadêmica e o público em geral.

Com o objetivo descrever as características estruturais básicas do segmento empresarial do comércio atacadista e varejista no País e suas transformações no tempo, a Pesquisa Anual de Comércio revelou que Sergipe possui uma receita bruta de revenda e de comissões sobre venda em Sergipe, de acordo com a amostra que foi trabalhada, envolvendo recursos totais de R$ 15.172.389. Já a margem de comercialização atingiu o patamar de R$ 2.916.994, registrando que os salários e retiradas ficaram em R$ 801.300, decorrentes do emprego de 72.770 pessoas ocupadas no setor em 9.864 empresas da amostra.

“Quanto à distribuição setorial do Comércio Sergipano, do ponto de vista de quantidade de empresas, é possível afirmar que 78% das empresas estão direcionadas ao comércio varejistas, 13% ao comércio por atacado e 9% ao comércio de veículos, peças e motocicletas”, informa o secretário da Sedetec e economista responsável pela pesquisa, Saumíneo Nascimento. “Sergipe é um Estado ainda de predomínio do comércio varejista”, acrescentou.

Na distribuição do pessoal ocupado, verifica-se uma pequena diferenciação entre os setores, onde 76% do pessoal ocupado no comércio está no setor varejista; 15% no setor atacadista; e 8% no comércio de veículos, peças e motocicletas. “Revela-se, portanto, a importância do setor atacadista em termos de proporcionalidade na geração de emprego. Daí, a lógica de criarmos mecanismo que possibilitem a evolução do setor, como foi o caso das medidas recentes anunciados pelo Governo do Estado em prol dos três segmentos que ora analisamos”, explica Saumíneo.

A análise sobre os salários, retiradas e outras remunerações, do ponto de vista médio o setor de comércio de veículos, peças e motocicletas, apresenta melhor resultado, com valor médio de 17% superior à média da remuneração do setor de comércio em geral. Em segundo lugar fica o comércio atacadista com um valor 9% acima da média. As comissões sobre vendas e as retiradas do segmento contribuem para estes resultados.

Sobre a margem de comercialização (receita líquida de revenda menos o custo das mercadorias revendidas – referente ao resultado obtido pelo esforço de venda de mercadorias, deduzidos os custos de aquisição das mercadorias pelas empresas), o resultado do comércio varejista de Sergipe é positivo, com 23%. Já o comércio atacadista fica com 15% e o setor do comércio de veículos, peças e motocicletas fica com 13%.

Destaque na receita bruta, o setor atacadista que possui 13% das empresas alcança 30% do faturamento, devido ao volume envolvido no tipo de atividade, levando-se em consideração que este trabalha com maiores quantidades de produtos. “Um setor varejista forte depende de um setor atacadista forte e é isto que estamos buscando trabalhar no comércio sergipano”, completou o secretário Saumíneo Nascimento.

PAC

A série da PAC teve início no ano de 1988, com o objetivo de fornecer informações anuais sobre o setor de comércio. A partir do ano de 1996, a PAC foi adequada aos parâmetros do novo modelo de produção das estatísticas industrial, comercial e de serviços, em que os censos econômicos quinquenais foram substituídos por pesquisas anuais de base amostral. O Cadastro Central de Empresas (Cempre), atualizado sistematicamente, é a referência comum para o universo das empresas.

Fonte: Ascom Sedetec

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