Promoções: economista recomenda cautela na hora de consumir

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Antes de cair em tentação, consumidores devem ter cautela ao consumir (Foto: Pixabay)

O fechamento do comércio de rua e dos shoppings centers, serviços não essenciais –  em cumprimento aos decretos estaduais que definiram medidas emergenciais para o enfrentamento ao Covid-19 –  têm fomentando outro comércio que é o virtual. As lojas online estão investindo na divulgação maciça dos seus produtos oferendo promoções que chegam a mais de 70% de desconto.

Bons produtos, frete grátis e preços muito convidativo são de encher os olhos, e muita gente têm aproveitado as promoções para comprar. Mas, os economistas lembram que o momento é de cautela e que a regra de consumo é a mesma: optar pelo consumo consciente, ou seja,  dentro da capacidade de pagamento e de coisas que realmente serão utilizadas.

Economista, Ariane Cedraz, orienta que as pessoas consumam de forma consciente nesse momento de pandemia (Foto: Arquivo pessoal)

As empresas estão utilizando estratégias de marketing muito fortes, e segundo a economista Ariane Cedraz, antes de qualquer compra, o consumidor precisa entender o que está incentivando a compra, se é uma necessidade ou apenas um simples desejo ao se deparar com a promoção.

“Provavelmente você já pode ter se deparado com algumas promoções tentadoras e é normal sentir a vontade de aproveitar a oportunidade, mas é importante não agir por impulso, ainda mais em tempos de incertezas, é preciso ter cautela”, diz a economista que recomenda aos consumidores antes de consumir avaliar a sua situação pessoal.

“Algumas pessoas não tem uma segurança de renda, ou seja, a pessoa pode vir a ficar sem renda ou ter a mesma reduzida significativamente, nesse caso é preciso deixar os desejos para realizar em um  outro momento, por mais tentadora que seja a promoção. Outras têm a certeza que seus empregos estarão mantidos, como é o caso dos funcionários públicos, mas independente da situação é importante não agir por impulso,  e fazer uma boa análise da própria situação e quais são os impactos futuros da crise na economia familiar e a real necessidade do produto ou serviço”, aponta.

A economista lembra que não é preciso parar de consumir, mas o momento exige reflexão e um consumo consciente. “ É importante saber o que irá consumir e o que é importante para o momento, pois o consumo feito no momento não irá saciar a sua vontade de consumir no futuro, por isso,  é muito importante saber escolher o que pode ser deixado para consumir depois. E se você tem uma folga no seu orçamento nesse momento, aproveite para investir ao invés de consumir por consumir”, orienta Ariane.

Por Karla Pinheiro

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