SEEB: bancos lucraram mais de R$ 40 bilhões em 2017

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Ivânia: “Nosso objetivo é mostrar que o cenário de crise econômica não existe para os bancos” (Fotos: Portal Infonet)

O Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) convocou uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 27, para expôr dados sobre o sistema bancário e a campanha salarial de 2018. De acordo com a categoria, o lucro dos cinco maiores bancos no Brasil em 2017 foi de R$ 40 bilhões, um crescimento de mais de 30% em relação a 2016.

“Nosso objetivo é mostrar que o cenário de crise econômica não existe para os bancos”, diz a presidente do SEEB/SE, Ivânia Pereira. A bancária também chamou atenção para o impacto do fechamento de agências bancárias. “O fechamento influencia diretamente na economia das cidades. Além disso, tem a questão dos idosos também, que precisam se deslocar pra outros municípios”, diz. Evânia ainda frisou a verificação do cumprimento da lei dos 15 minutos pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon).

Reajuste Salarial

Os bancários estão reivindicando 5% de reajuste salarial somado à inflação para o período. Segundo a presidente do SEEB/SE, apesar dos lucros, há demissões e cortes de benefícios nos bancos. “Esse momento da nossa campanha é para sentar com os patrões e dialogar. Mesmo com o crescimento dos lucros, bancos continuam demitindo e reduzindo direitos”, disse.

"Estamos lutando contra o sistema financeiro, que é o mais poderoso do Brasil”, diz presidente do CTB

Em 2018, a convenção coletiva dos bancários completa 26 anos, mas, de acordo com o bancário e presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adeniton Santana, o processo sofreu uma alteração com a reforma trabalhista. “Esse ano temos uma dificuldade a mais porque antes da reforma trabalhista, enquanto não assinasse a convenção posterior, a anterior continuaria valendo. Mas com as novas resoluções, a partir de 1ª de setembro, ela não irá valer mais. Então a luta dos bancários também é para manter a convenção coletiva”, explica. “Estamos lutando contra o sistema financeiro, que é o mais poderoso do Brasil”, conclui.

por Jéssica França

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