Negociações entre professores e Governo não avançam

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Reunião ocorreu na tarde desta terça-feira, 19  (Foto: ASN)

Terminou sem avanços a reunião realizada entre o vice-governador, Belivaldo Chagas, e representantes do Sindicato do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese). A categoria está em greve desde o último dia 18 e cobra do Estado o pagamento do reajuste de 13,01% no piso salarial, além de melhores condições de trabalho.

O diretor do Sintese, Roberto Silva, destaca que os professores devem votar pela permanência da greve, já que nenhuma proposta relacionada ao piso foi apresentada pelo Governo do Estado. “O Governo não apresentou nenhuma proposta e disse que está esperando fechar o quadrimestre. Como não temos nenhuma proposta para levar a assembleia dos professores, acredito que a greve continue. A categoria solicita que uma proposta seja apresentada o mais breve possível”, comenta.

Ainda de acordo com Roberto Silva, nesta quarta-feira, 20, a partir das 9h, os professores participação de uma assembleia na qual vão avaliar o resultado da reunião e decidir se continuam em greve.

À tarde, uma comissão com representantes do Sintese irá se reunir com membros da Seed e Sefaz para que sejam explicados os relatórios fiscais com a prestação de contas da educação estadual.

Governo do Estado

O secretário de comunicação do Governo do Estado, Sales Neto, explicou à equipe de reportagem do Portal Infonet, que neste momento, o Governo do estado não tem condições de atender às reivindicações do Sintese porque ainda é preciso fazer a contabilidade do primeiro quadrimestre e que somente após essa ação, é que será possível avaliar as condições de atendimento aos professores.

O secretário da Fazenda foi bastante enfático ao afirmar aos professores que o Estado não tem condições financeiras de arcar com o impacto do reajuste proposto. “A dificuldade financeira do Estado é real e o cenário não nos permite espaço para conseguir respaldo econômico e financeiro para um reajuste de 13,1%, principalmente pelo impacto que isto significaria na folha da previdência, onde o governo já tem um comprometimento muito elevado”, argumentou, lembrando que a despesa com os inativos é a que mais cresce.

Os secretários de Estado da Educação, Jorge Carvalho, e da Fazenda, Jeferson Passos, e a superintendente executiva da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, Lucivanda Nunes, também participaram da reunião.

Uma nova reunião entre Governo e Sintese pode ocorrer ainda esta semana.

Por Verlane Estácio com informações da ASN

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