Aracajuanos reivindicam cumprimento da Lei de Inclusão na Câmara

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Evento ocorreu nesta sexta-feira, 20 (Foto: César de Oliveira)

Cidadãos aracajuanos com deficiência ocuparam o Plenário da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), nesta sexta-feira, 20, para reivindicar, mais uma vez, a efetivação das garantias previstas na Lei Brasileira de Inclusão (LBI), mais notadamente em seu Capítulo IX, que versa sobre o direito à cultura, ao esporte, ao turismo e ao lazer.

A Sessão Especial, proposta pelo vereador Lucas Aribé (PSB), integra a programação da 7ª Semana Aracaju Acessível – A Arte de Incluir, que celebra o Dia Nacional e Municipal de Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro).

“Esse é o momento em que discutimos o que podemos fazer enquanto Legislativo, para garantir ou ampliar os direitos das pessoas com deficiência. É preciso conhecer essa realidade ouvindo os anseios diretamente dessas pessoas, que passam por dificuldades dia a dia. Aracaju é uma cidade que não tem acessibilidade. Estamos caminhando para isso, mas de forma muito lenta e, na maioria das vezes, através de iniciativas da própria sociedade. O poder público precisa fazer sua parte e assegurar os direitos dessas pessoas”, reforça Lucas Aribé.

Com a Mesa Diretora instalada no térreo do Plenário para dar igual acesso a todos, a sessão foi protagonizada por pessoas com deficiência que se destacam no enfrentamento às adversidades através do esporte, turismo, cultura e lazer. A iniciativa colocou em pauta na Câmara a acessibilidade e as formas de promover uma cidade cada vez mais inclusiva.

As mais de 70 pessoas presentes durante a sessão puderam conhecer um pouco da história de inclusão através da música, contada por Luiz Fernando Conceição, membro do grupo de dança Loucurarte, composto por cadeirantes. “Antes eu me achava um coitado, hoje me acho um artista. Foi através da música que eu me aceitei enquanto deficiente. Mas também é necessário o olhar da sociedade para o empenho das pessoas com deficiência. A plateia fica emocionada ao ver uma pessoa com deficiência cantando ou dançando, mas depois esquece que nós existimos. Da mesma forma acontece com o poder público. Os governos são omissos, não respeitam os artistas com deficiência, por isso, é preciso que haja políticas públicas efetivas para nós”, cobra Luiz Fernando.

Também discursaram o escritor Reginaldo Paes, o paraciclista Rayr Barreto, o paratleta Enaldo Boaventura, a turismóloga Cristina Santos, e o presidente do Centro de Surdos de Aracaju (Cesaju), Pablo Ramon. Todos contaram um pouco de suas histórias de vida e registraram de maneira oficial o que ainda precisa ser feito para garantir a inclusão de forma plena na capital sergipana.

Um dos aspectos destacados foi a importância de empoderar as pessoas com deficiência para se mobilizarem em busca de seus direitos. “A comunidade surda tem enfrentado barreiras árduas porque o surdo não é percebido na sociedade. Hoje tenho uma vida em desenvolvimento, tenho um trabalho, família. Mas os demais surdos têm a mesma oportunidade que eu tenho? Minha preocupação é com toda a comunidade, que precisa estar unida para buscar visibilidade e lutar para que todos percebam nosso potencial enquanto cidadão”, aponta o presidente do Cesaju, Pablo Ramon Barros.

Fonte: Assessoria de Imprensa do parlamentar 

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