“Mulheres estão sub-representadas na política”, diz a procuradora

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Procuradora regional eleitoral, Eunice Dantas, foi a palestrante do evento (Foto: Portal Infonet)

O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE/SE) promoveu na manhã desta sexta-feira, 27, uma palestra com o tema “Empoderamento Feminino nas Eleições Brasileiras”. Essa já é a segunda palestra referente a participação feminina nos tribunais. A ação fortalece as medidas determinadas pela Resolução CNJ nº 255 de 04/09/2018, que instituiu a Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário.

De acordo com dados do TRE, no Brasil são mais de 77 milhões de eleitoras, o que representa 52,5% do total de 147,5 milhões de eleitores. Desse número, apenas 9.204 (31,6%) mulheres concorreram a cargos eletivos nas eleições gerais de 2018. A procuradora eleitoral Eunice Dantas, palestrante do evento, afirma que a participação feminina na política do país ainda é tímida, e Sergipe não foge a regra.

“É importante esse incentivo e a conscientização da mulher de que ela precisa entrar no processo político. É necessário para que nossas reivindicações sejam de fato implementadas, porque não adianta a gente querer políticas públicas favoráveis a mulher se a gente não está lá representada, especialmente no parlamento. As mulheres têm que sair da sua zona de conforto, entrar na política, porque ninguém melhor que nós mulheres para sabermos o que a gente precisa e hoje estamos sub-representadas. Não podemos deixar que os homens decidam nosso futuro, nós é que devemos decidi-lo”, ressalta.

O diretor da Escola do Judiciário Eleitoral, diz que o órgão quer incentivar a participação da mulher na política (Foto: Portal Infonet)

A procuradora lembra os casos das candidaturas laranjas de mulheres nas últimas eleições, e afirma que o público feminino não pode se submeter a esse tipo de situação. “As mulheres precisam se conscientizar do seu papel na sociedade e não se submeter a ser laranja para cumprir as cotas do partido. Tivemos que ter cotas para que as mulheres chegassem onde chegaram, e mesmo assim se frauda. Pior é ver as mulheres se submetendo a essa situação, eles não podem aceitar. A mulher tem que lutar por seu espaço, quer se candidatar? Converse com o partido e exija que seja dada a condição necessária para ela ser candidata. Se não for assim, não aceite”, orienta.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral do TRE/SE, juiz Leonardo Souza, explica que já há em diversas áreas da sociedade a luta pelo empoderamento feminino, e no âmbito eleitoral não deve ser diferente. “O incentivo é que as mulheres ocupem os diversos espaços na sociedade e nesse campo específico da política, que o objeto principal da justiça eleitoral, o empoderamento feminino nas eleições é uma discussão extremamente importante. E o TRE/SE está incentivando essa bandeira, hoje trouxemos a procuradora eleitoral, Eunice Dantas, para enriquecer esse debate por ser um símbolo do empoderamento feminino no poder judiciário”, conclui.

Por Karla Pinheiro

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