Coronavírus: quando o paciente deve recorrer aos hospitais?

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(Foto: Freepik)

De infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves. Os sintomas do novo Coronavírus podem variar em cada caso. Entre os mais comuns da Covid-19 estão a tosse, febre, coriza, dor de garganta e dificuldade de respirar. As manifestações clínicas podem começar de forma leve, assim como evoluir gradualmente.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS, a maioria dos pacientes com COVID-19 são assintomáticos. Este número pode chegar até 80%. Já em cerca de 20% dos casos, os pacientes podem requerer atendimento hospitalar, por apresentarem dificuldade respiratória e, aproximadamente 5%, podem necessitar de suporte para o tratamento de insuficiência respiratória.

Mas, diante dos sintomas, quando o paciente deve recorrer aos hospitais? O médico do trabalho do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT – da Universidade Tiradentes, Brunno Goes, orienta que pacientes com sintomas leves devem permanecer em casa. “A ida indiscriminada ao serviço de urgência dos Hospitais, pode levar a uma sobrecarga no sistema de saúde e, também, pode aumentar o contágio para outros pacientes”, declara.

“Pacientes com tosse, febre, coriza e dor de garganta devem ficar em casa em repouso e com uma alimentação adequada. Já aqueles que apresentam falta de ar ou dificuldade de respirar, devem procurar um serviço médico”, acrescenta.

Para o Ministério da Saúde, em caso de diagnóstico positivo para Covid-19, o paciente deve, entre outras recomendações, ficar em isolamento domiciliar por 14 dias.

Máscaras para prevenção do coronavírus

Desde a última semana, Sergipe adotou, entre outras medidas obrigatórias para a prevenção do novo coronavírus, o uso de máscaras não cirúrgicas de proteção respiratória pela população geral para circulação externa. “O distanciamento social e o uso de máscara facial são medidas com grande impacto na diminuição de incidência da doença”, salienta o médico.

“Especialistas apontam que mesmo pequenas medidas para reduzir transmissões, especialmente quando combinadas com medidas preventivas adicionais, que são absolutamente necessárias”, enfatiza Brunno.

Além da utilização de máscaras, o médico lembra outras formas de prevenção. “Adotar as medidas de higiene respiratória, como cobrir o nariz e a boca com cotovelo flexionado em caso de tosse ou espirro, utilizar lenço de papel descartável para higiene nasal e descartar imediatamente, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca e realizar a higienização das mãos com água e sabonete ou preparação alcoólica a 70%”, finaliza.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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