Câncer de ovário: um inimigo cruel e silencioso da mulher

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                                 A palavra poder é mal entendida.
Geralmente está associada ao contexto de exercer controle sobre o outro.
No entanto poder é a capacidade de manter-se livre de influência, de dependência e de escravidão.
Poder significa fazer a escolha certa – agir como um mestre de si mesmo.
                                              Brahma Kumaris

O câncer de ovário é uma das principais causas de morte na mulher, principalmente porque a sua detecção precoce em geral é complexa e difícil, e muitas vezes quando iniciam os sintomas a doença já está em estado avançado.

É fundamental e importante saber que os ovários têm uma cobertura formada por células epiteliais e a sua transformação em maligna é que desencadeia o aparecimento do câncer no órgão.

Infelizmente até o presente momento se desconhece o que ocasiona o câncer ovariano, apesar de que alguns estudos referem se a uma conexão com vários fatores hormonais reprodutivos, que podem influenciar em seu aparecimento. Alguns como a infertilidade, o número reduzido de gestação e fatores genéticos podem ser os determinantes de 10 a 15% dos casos.

Existem estudos que sugerem como podemos fazer a detecção precoce do câncer de ovário e que nos remete a um controle periódico de consultas com o ginecologista, e é nessas avaliações que podemos aproveitar para realizar um estudo mais cuidadoso dos ovários através da solicitação de uma ultrassonografia transvaginal, que nos permite ver como estão os órgãos femininos, e se por acaso não há nenhuma formação anormal na área pesquisada; além de outros exames radiológicos que podem ser solicitados pelo especialista; não devemos aguardar o aparecimento de sintomas, e sim fazer esses exames de rotina, além de solicitar a dosagem no sangue de CA-125, que é um marcador tumoral que se encontra elevado nas mulheres portadoras de câncer ovariano, o que significa uma grande ajuda no diagnóstico precoce desse tipo de câncer.

Salientamos que se o câncer ovariano está no estágio 3 a paciente tem altas probabilidades de sobrevida e é uma séria candidata a aplicação de quimioterapia intraperitoneal.

O que se sabe é que as pacientes no estágio 3 são as mais indicadas para a quimioterapia intraperitoneal, nas quais as modernas técnicas cirúrgicas têm conseguido uma melhor sobrevida , permitindo uma eliminação quase completa do tumor , podendo deixar um resíduo mínimo de menos de um centímetro da neoplasia .

Uma das maiores complicações desse câncer ocorre quando se descobre que ele está em dimensões muito grande.

Sem dúvida alguma a quimioterapia intraperitoneal tem um efeito mais positivo na eliminação dos resíduos deixados pela cirurgia, principalmente quando dirigida para a área afetada, quando se obtém melhores resultados.

De acordo com publicação recente do “New England Journal of Medicine” a quimioterapia intraperitoneal melhora bastante a sobrevida das pacientes com câncer ovariano avançado, se comparada com os tratamentos padrões por via endovenosa.

Sabe-se que a administração por cateter permite cobrir toda a área abdominal com altas concentrações de quimioterapia durante mais tempo, o que ajuda a destruir as células malignas mais persistentes.

Sem dúvida alguma o passo principal e indispensável para a quimioterapia intraperitoneal é uma cirurgia bem realizada e que extirpe a maior parte do tumor.

Como uma atitude responsável as mulheres devem incluir em sua agenda a visita periódica ao ginecologista, além da realização de exames que ajudem a uma detecção precoce do câncer de ovário, porque quando os sintomas têm inicio; já pode ser tarde para a cura, ou seja, ele pode já estar em um estado tão avançado que se torna difícil uma expectativa de uma longa sobrevida.

Sintomas que não podem ser ignorados:

  • Inflamação abdominal
  • Dor pélvica e/ou abdominal
  • Dificuldade para deglutir e/ou plenitude pós prandial com pouca quantidade de alimento.
  • Sintomas urinários: sensação freqüente de ter que urinar, ou ter que urinar com freqüência.
  • Cansaço, astemia, fraqueza inespecífica
  • Dor nas costas
  • Alterações no ciclo menstrual
  • Dor durante as relações sexuais
  • Distúrbios gastrointestinais inexplicados
  • Dor ao urinar

Amigas o importante é vigiar para não cochilar! Faça do seu ginecologista o seu consultor de vida…

Boa Semana e muita saúde!

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