A ATUAL CONJUNTURA ECONÔMICA

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Em 2002, quando as pesquisas apontavam que o candidato do PT, que sempre condenou a política econômica adotada pelo Governo Fernando Henrique Cardoso, seria eleito presidente, a Conjuntura Econômica sofreu sérios abalos. Abalos estes que somente começaram a ser debelados quando Lula, eleito presidente, garantiu que todos os contratos firmados pelo Brasil seriam respeitados e indicou o Ministro da Fazenda e o Presidente do Banco Central.

 

Em 2003, tendo o Governo Lula mantido a política econômica do governo anterior, a crise foi-se debelando.

 

A política monetária no regime de metas de inflação tem sua eficiência condicionada à ancoragem das expectativas inflacionária. A partir de meados de 2005, as expectativas apresentaram maior ajuste em direção à trajetória visada pelo Banco Central, como resultado da maior credibilidade da autoridade monetária no alcance das metas. Além da diminuição da dispersão das pesquisas, houve também uma maior convergência para o centro da meta.

 

Os efeitos adversos do aperto monetário promovido pelo Banco Central e da valorização cambial sobre a atividade econômica foram maiores que o esperado. Houve de fato uma desaceleração do nível de atividade, principalmente no primeiro e terceiro trimestres de 2005. Porém, os resultados da produção industrial de fins de 2005 e em 2006 exibem sinais de que o nível de atividade poderá ter um bom desempenho ao longo do próximo ano.

 

A política monetária, para continuar apresentando resultados favoráveis dentro do regime de metas de inflação, precisa contar com o suporte fiscal de longo prazo, sem o qual todo esforço até agora demandado ao setor real da economia e seu custo para a dívida pública pode ter sido inútil. Logo, na tendência declinante da relação dívida/PIB reside na continuidade do sucesso das atuais políticas monetária e fiscal.

 

Segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE), a recuperação econômica no Brasil está acelerando. A reativação está em andamento, apoiada num consumo robusto, fortes exportações líquidas e uma recuperação do investimento privado.

 

Apesar da progressiva queda das taxas de juros, as condições monetárias ainda são restritivas, diz a OCDE. Em relação à dívida, o relatório observa que o Banco Central vem acumulando reservas internacionais e resgatando os débitos externos com a compra de bônus Brady e reembolsos adiantados ao Clube de Paris e a liquidação da dívida com Fundo Monetário Internacional.

 

Um problema que o novo governo deverá prioritariamente atacar é a corrupção, que hoje para os brasileiros é problema maior que a miséria, conforme mostra pesquisa da Market Analysis realizada com 800 adultos, por meio de entrevistas pessoais no domicílio em oito capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Brasília), em novembro de 2004 e novembro e dezembro de 2005.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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