ÁREAS CRÍTICAS NA AMAZÔNIA

0

Em geral, a criação de unidades de conservação da Amazônia deixa de proteger áreas realmente únicas e ameaçadas. Estudos mostram que enquanto alguns tipos de vegetação têm mais reservas que as metas programadas, outros não possuem proteção alguma.

 

Entre as áreas críticas estão as florestas do chamado arco do desmatamento, região compreendida principalmente entre Rondônia, norte de Mato Grosso e sul do Pará. Ali a pressão da agropecuária e da extração da madeira é mais forte.

 

Esses ambientes estão entre os menos estudados na Amazônia, apesar de conterem os limites de distribuição de várias espécies amazônicas e algumas endêmicas. O mogno, para dar um exemplo, só ocorre na região do arco do desmatamento.

 

Essa região é também considerada por alguns cientistas o centro a partir do qual a mandioca se dispersou para o resto da América do Sul. Manter sua biodiversidade é, portanto, também uma questão de segurança alimentar.

 

Dentro da região, a BR-158, que atravessa o leste de Mato Grosso e o liga ao porto de Itaqui (MA), via sudeste do Pará e Tocantins, merece atenção. Os pesquisadores têm razão para querer estudar a zona da 158. Ela compreende as nascentes do rio Xingu, um dos principais afluentes do Rio Amazonas. E representa a transição entre o cerrado e a floresta amazônica densa. Tudo isso está sendo posto abaixo com velocidade espantosa, à medida que a pecuária se expande pelo eixo da rodovia, empurrada pela soja.

 

Outra zona desabrigada é o chamado centro de endemismo de Belém, nos arredores da capital paraense. Ele contém espécies de borboletas, aves e primatas que não ocorrem em nenhum outro lugar da Amazônia. Como fica em uma região densamente povoada, o centro também está fora das prioridades para a criação de unidades de conservação.

 

Por trás desta situação se esconde um debate entre biólogos sobre qual é a melhor estratégia de conservação para a maior floresta tropical do planeta.

 

E agora com o bio combustível em moda, o risco da Amazônia aumenta? (Ambientebrasil)

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
Comentários