Campanha insossa

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Dificilmente os partidos e candidatos conseguirão apimentar a disputa eleitoral de Aracaju. A expectativa era que os programas políticos no rádio e na televisão colocassem no embate a dose de pimenta esperada pelos eleitores, porém isso ainda não aconteceu. A campanha de rua se resume a alguns desempregados que estão ganhando um "trocadinho" para segurar bandeiras dos prefeituráveis, além dos barulhentos carros de som. Alguns analistas acreditam que a disputa continuará nesse ritmo até o final. A rigidez da lei eleitoral e a fiscalização desenvolvida pelo Ministério Público têm surtido efeitos positivos, mas também contribuem para deixar a refrega política sem sal. Pelo andar da carruagem, esta será a campanha mais morna e enfastiada que Aracaju já teve.

Debate

A TV Cidade realiza na próxima terça-feira o debate entre os candidatos a prefeito de Aracaju. O confronto verbal terá duas horas de duração e será dividido em dois blocos. A organização informou que os cinco prefeituráveis já confirmaram presença. A TV Sergipe também vai promover um debate entre os postulantes à cadeira de prefeito. Será no dia 4 de outubro.

Sobrevivência

Maior do que a média apresentada pela região Nordeste, de 75,1%, Sergipe se destaca com 77,2% de taxa de sobrevivência de empresas instaladas no estado. A análise realizada pela Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, com base em dados do IBGE. O levantamento também mostra que o assalariado sergipano possui uma taxa de manutenção do emprego de 95,2%, a segunda maior do Nordeste, com 93,7%, e maior que a taxa do Brasil, de 94,8%.

Pesquisa

A TV Atalaia vai divulgar mais uma pesquisa sobre a disputa eleitoral em Aracaju. Produzida pelo Instituto Única, a consulta já foi registrada na Justiça Eleitoral. A divulgação acontecerá às 19h15 no Jornal do Estado 2ª Edição. Será que o prefeiturável Almeida Lima (PPS) vai discordar dos índices e, novamente, ameaçar de prisão o diretor do Instituto Única, Alexandre Wendell?

Divisão

O prefeiturável Valadares Filho (PSB) alertou ontem os aracajuano sobre o risco de a Zona de Expansão da capital passar para São Cristóvão. Segundo ele, a idéia de entregar aquela área ao município vizinho é do candidato a vice-prefeito José Carlos Machado (PSDB). “Ele entrou na Justiça com uma ação alegando que a região do Mosqueiro, onde possui terras, pertence a São Cristóão”, afirmou Valadares no horário eleitoral gratuito. Machadão deve ter ficado tiririca de raiva.

Nas ruas

O candidato a prefeito João Alves Filho (DEM) lidera hoje à tarde uma caminhada da Praça da Bandeira até o centro comercial de Aracaju. Os organizadores prometem colocar mais gente nas ruas do que a caminhada organizada pelos simpatizantes da candidatura de Valadares Filho (PSB). Caberá aos candidatos a vereador da coligação de Alves Filho arregimentar o povo para a manifestação.

Recurso

Advogados de Lila Fraga (PSDB), candidato a prefeito de Lagarto, devem recorrer nos próximos dias contra a impugnação da candidatura do tucano pelo Tribunal Regional Eleitoral. Lila foi condenado com base na Lei da Ficha Limpa por não ter comprovado uso de recursos do fundo partidário. Enquanto aguarda o recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral, o candidato continua em campanha.

Vaga do TCE

O jornalista Eugênio Nascimento publica no blog Primeira Mão que o governador Marcelo Déda (PT) tem se reunido os deputados estaduais da base aliada para discutir sobre a eleição para uma vaga de conselheiro existente no Tribunal de Contas de Sergipe (TCE-SE). Déda apoia o nome do secretário Estadual da Educação, Belivaldo Chagas (PSB). A eleição deve acontecer agora em setembro.

Imposto

A Secretaria da Fazenda acatou o pedido de prorrogação da Substituição Tributária, apresentada pelas lideranças empresariais, incluindo o setor calçadista, que seria incluído à ST na próxima semana, no dia 1º de setembro. O calendário proposto pelos empresários foi apresentado ao secretário João Andrade na última terça-feira.

Do baú político

Costuma-se dizer que o sujeito pegou um cavalo selado para explicar a conquista de um cargo que não era esperado pelo dito cujo. Em 1994, o PT queria indicar para disputar o Senado o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Brito, mas ele não aceitou. Sem outra opção, o partido indicou para o ‘sacrifício’ Zé Eduardo Dutra, que se elegeu juntamente com Antônio Carlos Valadares. Diferente do petista, o ex-deputado estadual Francisco Paixão viu o cavalo selado passar em sua porta duas vezes, mas em ambas terminou preterido na última hora. A primeira foi em 1965. Depois de lhe ter prometido indicar como candidato a vice, o então governador Celso de Carvalho voltou atrás na véspera da indicação. Sob o argumento que Paixão não tinha anel de doutor no dedo, o governador preferiu Manoel Cabral Machado. Em 1975, José Rollemberg Leite voltou a fazer a mesma promessa a Francisco Paixão, porém na última hora optou pelo engenheiro Antônio Ribeiro Soutelo.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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