DADOS DA AMAZÔNIA

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A proteção florestal, a partir de outubro passado, deve fazer parte da maioria dos acordos internacionais entre países para diminuir as emissões de dióxido de carbono (CO2) e desacelerar o aquecimento global, segundo o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon. O desmatamento das florestas é responsável por 20% do CO2 emitido no planeta.

 

Números do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), mostram que a média de desmatamento nos três meses mais secos do ano (junho, julho e agosto) vem caindo desde 2004, chegando ao menor valor em 2008 – 649 km2.

 

Nesses meses tradicionalmente ocorrem o maior volume de corte da floresta. A área desmatada no período chegou a ser de 5.858 km2 e, 2004, e está sendo reduzida desde então: foi de 1.568 km2 em 2005; 1.187km2 em 2006; 884 km2 em 2007 e 649 km2 em 2008.

 

O melhor do mundo seria que, mesmo com o desenvolvimento, o desmatamento caísse no país, afirma a ex-Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

 

O governo do Amazonas e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) querem tornar o Brasil auto-suficiente na produção das fibras de juta e malva e, para tanto, buscam novas alternativas para estimular o cultivo de sementes e das fibras têxteis – feito em solos e em períodos diferenciados. A expectativa é de que os primeiros resultados apareçam já em 2009.

 

Em virtude das significativas possibilidades de geração de emprego e renda para milhares de ribeirinhos no Amazonas e da crescente demanda por embalagens ecologicamente corretas – geradas a partir destas plantas – a produção de fibras têxteis ganha cada vez mais espaço no mercado em substituição aos populares sacos plásticos.

 

Usadas sobretudo na confecção de sacarias biodegradáveis para o armazenamento de grãos, as fibras de juta e malva precisam atingir todos os anos a produção de 20 mil toneladas para poder atender à atual demanda no mercado nacional. Desse total, mais de 12 mil toneladas são provenientes de Manacapuru, no Amazonas. O restante vem do Pará – cerca de mil toneladas – e do sul da Ásia, mais precisamente de Bangladesh.

 

O ministro Roberto Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) afirmou que a regularização fundiária é o ponto mais importante do PAS (Plano Amazônia Sustentável), da qual ele é o coordenador.

 

Para realizar esta missão, o governo precisaria avançar em três áreas: reafirmar o controle sobre terras públicas, reequipar os órgãos federais e estaduais que fazem a regularização e a simplificação das leis sobre propriedade de terras.

 

Além da regularização fundiária, Mangabeira disse que o PAS ainda atuará em mais sete grandes flancos: radicalização do combate ao desmatamento, garantia de alternativas de produção para pequenos produtores na zona de transição entre Amazônia e Cerrado, reorganização da agricultura na Amazônia e Cerrado, desenvolvimento sustentado para a indústria de transformação florestal, agropecuária e mineral, criar um novo sistema de transporte multimodal e avançar na cooperação científica e na capacitação (Ambientebrasil).

                                                         

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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