ESTE É O NOSSO PAÍS

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De um lado o sucesso; do outro, o fracasso. Entre os dois: brasileiros que driblam diariamente a fome, a miséria, a violência, a corrupção, a desigualdade, o preconceito. O vigor do povo, apesar das CPI’s e dos escândalos que rondam Brasília, persiste. A crença em um futuro melhor – aliás este é o país do futuro, diz-se – permanece. Ora como incentivo, ora como entrave, conforme o olhar e a época.

 

Os benefícios sem uma fonte de recursos criados pela Constituição de 1988 e os altos gastos para a manutenção do poderes constituídos são as principais causas da alta carga tributária. O setor produtivo, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas é o maior pagador de impostos e tributos no país, cerca de 60%. Já as famílias respondem por 32% dos impostos pagos.

 

Apesar da alta carga tributária, o cenário econômico brasileiro melhorou, mas ainda são necessários ajustes na política de juros e investimentos em infra-estrutura para manter o crescimento.

 

Segundo o Presidente do Banco Central, Henrique Meireles, a estabilidade macroeconômica é real, mas precisa de tempo para se consolidar.

 

Estamos num ano eleitoral, mas em condições bem diferente de 2002, quando o PT, que sempre condenou a Política Econômica do Governo Fernando Henrique, liderava as pesquisas para presidente e nestas condições deveremos ter um ano de crescimento. Um ano bom para o país, mas não é um ano sem problemas.

 

A maioria dos trabalhadores com carteira assinada no País, 59,5%, ganha de um a três salários-mínimos, de acordo com pesquisa realizada pelo Sesi. Do total de trabalhadores inclusos na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), base de dados para a pesquisa, 4,7% ganham até um salário-mínimo; 16,2%  ganham entre três e cinco mínimos; 12,3% ganham entre cinco e dez salários-mínimos e 7,1% ganham mais de dez mínimos.

 

Dos trabalhadores com rendimento ate um salário-mínimo, 41,7% estão na Região Nordeste, 34% no Sudeste e 11,9% no Sul. Na faixa acima, entre um e três mínimos, a proporção muda: 19,1% estão no Nordeste; 49% no Sudeste e 19% no Sul.

 

Nos últimos quinze anos a agricultura teve um crescimento acumulado de 96% na produção, enquanto a área plantada cresceu apenas 28%; é possível chegar a 139 milhões de área plantada sem derrubar qualquer árvore, utilizando-se da área de pastagem.

 

Desde 2004, o Brasil tem sido o maior exportador mundial de álcool, açúcar, carne bovina, café, frango, soja e, em breve, alcançará o mesmo patamar nas vendas externas de algodão e frutas tropicais.

 

Os municípios que contribuem menos na produção da riqueza nacional estão localizados nas regiões Norte e Nordeste do país. Tocantins e Piauí são estados que possuem os municípios com menor geração de riqueza.

 

Tocantins possui os trinta municípios de menor PIB da Região Norte. No Nordeste, segundo a Agência Brasil, eles estão nos estados do Piauí, Rio Grande do Norte e Paraíba. No Sudeste, em Minas Gerais. No Sul, todos os seus estados têm municípios entre os trinta de menor PIB. No Centro-Oeste, somente o Mato Grosso do Sul não tem cidades nesse grupo.

 

Estudo do IBGE mostra que São Paulo foi a capital brasileira que mais perdeu participação no PIB nacional entre 1999 e 2003. Em 1999, São Paulo detinha 11,6% de participação, já em 2003, esse percentual caiu para 9,4%. O Rio de Janeiro aparece na segunda posição entre as capitais que mais perderam. A cidade detinha 5,6% e chegou a 4,3% nesse mesmo período. Curitiba, Salvador e Porto alegre seguem a lista de capitais com forte redução de participação.

 

Das 27 capitais, incluindo Brasília, apenas nove tiveram crescimento em participação no PIB entre 1999 e 2003: Porto Velho (RO), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Macapá (AP), Palma (TO), Natal (RN), João Pessoa (PB), Maceió (AL) e Brasília (DF).

 

As cidades que mais registraram ganhos foram Campos dos Goytacazes (RJ). Macaé (RJ), Paulínia (SP), Camaçari (BA), Duque de Caxias (RJ) e Manaus (AM).

 

De acordo com o IBGE, apenas dez municípios brasileiros respondem por 25% da produção de bens e serviços brasileiros, em 2003. São elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Manaus, Belo Horizonte, Campos dos Goytacazes, Guarulhos, Curitiba, Duque de Caxias e Porto Alegre. Em 1999, apenas sete municípios detinham a mesma parcela do PIB.

 

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) o preço da cesta básica subiu entre 0,15% e 16,16% em 16 capitais brasileiras em 2005. De acordo, ainda, com o Dieese, mesmo com a elevação em todas as capitais, o tempo de trabalho necessário para quem é remunerado pelo salário mínimo adquirir os produtos básicos caiu em 2005.

 

Trabalhar nas indústrias não é mais exclusividade das grandes metrópoles. Cada vez mais o emprego industrial está se mudando para as cidades do interior. Só nos últimos cinco anos, a indústria foi a que mais criou postos de trabalho longe das capitais, perdendo apenas para a agricultura que continua sendo a maior empregadora de mão-de-obra no interior do país. No entanto, a remuneração média dos trabalhadores admitidos nas capitais é superior à do interior.

 

De acordo com pesquisa do SENAI, a cada quatro empregos aberto pelo setor, apenas um surgiu nas capitais. Das 1.057 milhões de vagas criadas pela indústria, 75,99% foram oferecidas em municípios distantes das principais regiões metropolitanas. No comércio, essa proporção foi de 57,8% e nos serviços, de 44,2%. (Jornal do Brasil)

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