Mudança climática no Brasil

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0 Brasil precisa assumir sua responsabilidade como grande emissor de gases do efeito estufa. 0 Governo deve combater o desmatamento de maneira implacável, promover as energias limpas e os programas de economia de energia – declarou o coordenador da campanha do Greenpeace, Carlos Ritti.

 

A campanha inclui um relatório e um documentário de 50 minutos de duração com testemunhos de pessoas atingidas pelas mudanças climáticas em diferentes partes do 8rasll, assim como opiniões de cientistas sobre os prejuízos ambientais, econômicos e os problemas de saúde provocados pela destruição das áreas verdes. Entre as conseqüências mais visíveis relatadas pelo Greenpeace estão a seca dos rios Iguaçu e Paraná.

 

Além disso, a entidade relata a grave seca que atingiu a região amazônica em 2005, localidade que tem 20% das reservas de água doce do planeta, e os incomuns tornados que causaram grandes danos no município de Muitos Capões (RS) e no estado de Santa Catarina. Segundo a organização ambientalista, as secas também destruíram colheitas em       diferentes partes do país e arruinaram milhares de agricultores.

 

Na estimativa mais otimista calculada pelo Inpe, caso haja um aumento da temperatura de 2,5 graus centígrados e o desmatamento de 40% da área original da floresta, por volta de 2050 restarão apenas 70% da floresta tropical. A projeção leva em conta que uma parte das áreas desmatadas conseguirá se recuperar.

 

As áreas que perderem floresta tropica1 devem ficar em sua maioria com vegetação de cerrado (savana), como já se observa em regiões de desmatamento atua1mente.

 

Em todos os casos analisados pelo Inpe, o noroeste do Amazonas, cortado pelos Rios Solimões e Negro, é a região que melhor resiste às mudanças climáticas. “Aquela região, pela proximidade com a Cordilheira dos Andes, consegue manter seu regime de fortes chuvas”, explica Carlos Nobre.

 

Existe uma crescente convergência internacional para a inclusão das florestas no mercado de carbono regulado por Kyoto. Para surpresa de todos, dentro e fora do País, o govemo do Brasil vem fazendo oposição à inclusão das florestas neste promissor mercado. Esta posição deve ser revista com urgência. Pelas regras atuais do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Kyoto, somente projetos de florestamento e reflorestamento são válidos para obtenção de créditos de carbono.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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