Não é um país sério, já dizia Gaulle

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Por volta da metade dos anos 60 do século passado, com toda a grossura que era peculiar aos franceses, o Presidente Charles de Gaulle, cunhou uma frase que entrou para a história: “O Brasil não é um País sério”. Os brasileiros evidentemente, não gostaram mas tiveram que engolir em seco a reprimenda contida no pensamento. Hoje, passados apenas três meses e poucos dias de um novo ano no calendário, o Brasil está novamente às voltas para desmentir àquela frase. Mas tá difícil. O problema agora é o despacho do Presidente do STF, Luiz Edson Fachin, mandando retirar o nome do ex-Presidente Luis Inácio Lula da Silva, dos processos, em tramitação ou não da Justiça brasileira. A providência devolveu a Lula o pressuposto de “ficha limpa” e o devolve à vida política brasileira, como candidato a Presidente da República nas eleições do próximo ano. Por essa nem Lula esperava, embora de uns quinze dias para cá ressurgiram com força os boatos de que ele Lula, esperava gestos que podiam reacender sua carreira política. Aos 74 anos de idade, e já cumpridos dois mandatos integrais, Lula ainda sonha com a presidência da República.

DE SURPRESA

A decisão monocrática do Ministro Fachin, tomou o Brasil ante- ontem, de surpresa. Ao mandar retirar o seu nome de todos os processos que correm na Justiça brasileira, Fachin praticamente declarou-o inocente de tudo o que foi acusado. Lula é agora um homem inocentes mas, naturalmente, não ficará assim pelo resto do tempo que lhe resta. Algum desses processos poderão, lá para frente, ser retomado com outros personagens. Os advogados de Lula vão ter que ficar atentos para essa possibilidade. É esperar para ver o que acontece.

VIDA POLÍTICA

A liberação de Lula dos inúmeros processos que respondia vai ter repercussão na vida política brasileira. Ele certamente vai querer ser o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República, cargo para o qual começava a preparar o ex-Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tido como “um poste” dele, mas sem penetração nacional. Apesar de todos os pesares, Lula ainda tem densidade política e é um nome conhecido nacionalmente. Difícil vai ser se livrar da alcunha de “ladrão” que o perseguiu pelos últimos anos. O retorno de Lula à vida política nacional deu novo ânimo aos seus seguidores dentro do PT. Os dois últimos dias foram de reuniões tensas em sua casa, em São Bernardo do Campo com dirigentes do partido para estudos sobre a próxima campanha política. Ele se reuniu também com seus advogados para adotar uma nova estratégia de ação na Justiça, quando, e se por ela for chamado. O que Lula parece que não vai abrir mão é dirigir com mão de ferro, como de outras vezes, o partido político que o abriga. Parece que ele não pretende delegar a ninguém o poder de fazer acordos com partidos políticos, em face da nova realidade.

CONVERSAS

Lula pretende conversar com outros dirigentes partidários, mas vai dar um tempo para isso. Pretende conversar com todos que se aproximarem, além de conversar com os partidos políticos, embora mais lá para frente. Não há também, por ora, um programa de visitas aos Estados que possivelmente só vai ocorrer no próximo ano, que é ano de eleição.

A FILHA, LURIAN

Não se descarta a vinda de Lula da Silva a Aracaju, para rever a filha, Lurian da Silva, que mora na cidade já há alguns meses, sob a proteção do Senador Rogério Carvalho.

 

 

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O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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