O acordar de um sonho “krausídico”

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Há exatos três anos, dia 19 de julho de 2015, participava junto com diversos advogados dos mais diferentes naipes de um encontro no sítio Espírito Santo, de propriedade do advogado Aurélio Belém. No cardápio: feijoada e a esperança de mudança na direção da Ordem que era e é comandada por um grupo familiar há quase 30 anos. Discursos inflamados, gritos, palavras de ordem, harmonia entre os presentes, música e até um drone, novidade da época, sobrevoava o local do encontro captando as melhores imagens. Era o tom da campanha do então pré-candidato a presidente da OAB/SE, Inácio Krauss. A energia e força estavam conosco e, se assim tivéssemos continuado a Ordem não estaria tão sem ordem.

Naquele dia abracei Arnaldo Machado, apertei a mão de Clodoaldo Andrade, beijei Antônio Correia, fiz uma doação para campanha a Fred Morais, afaguei Wilson Wine e sua esposa, levantei nos braços Aurélio Belém que vestia uma camisa amarela e dizia ser cor da vitória, bati tantas palmas para Inácio que minhas mãos doíam quando fui dormir, fiz as pazes com o jornalista Jozailto Lima e até apostamos um vinho que ainda não foi pago, tomei umas cervejas com Waguinho Ribeiro, ouvi atentamente as palavras de Joaquim Calazans, contei piadas para Adriano Beraim e conversei com quase todos que lá acreditavam na mudança da Ordem. Ledo engano Fausto!

Mais a mais, logo a logo e rapidinho o grupo dos “Krauszídicos” foi sucumbido pela força dos “Brittos” que estavam com a intenção de voltar a Ordem e não encontraram guarida na chapa do presidente da época, Carlos Augusto Monteiro. Confesso que enquanto os “Krauszídicos” estavam na ativa nunca fui tão pesado em minhas críticas contra a administração de CA. Estava eu cego pela mudança e sonho de uma OAB livre de sindicatos e família que não enxergava naquele momento que a verdadeira oposição e mudança na Ordem era a situação, ou seja, Carlos Augusto que se libertava das amarras de Henri Clay e dava um norte à mudança apresentando Rose Morais.

Na conversa que tive com Inácio Krauss e Aurélio Belém no bar do Bel, depois da união com o grupo de Henri Clay, celebrada com moet chandon, em uma cobertura à Beira Mar, não para todos que estavam na feijoada, e sim com meia dúzia de colegas, sob o argumento de que não tinham dinheiro e que Inácio não estava preparado para uma campanha no que se refere aos debates. Foi o ponto crucial da migração de muitos “Krauszídicos” e este sumário advogado, logo excluído do grupo de whatsapp, pois postava críticas à mistura do óleo (Henri Clay) com a água (Inácio Krauss).

O introito acima foi necessário, para debatermos e pontuarmos o perfil dos possíveis candidatos à presidência da Ordem – Inácio Krauss, leia-se Henri Clay, Arnaldo Machado, conselheiro de Henry Caly, Carlos Augusto, oposição a Henri Clay e Manoel Cacho, via independente. É algo que precisa ser exposto de forma honesta aos advogados sergipanos que hoje atingem mais de 12 mil escritos. Não devemos votar em candidatos que usam a Ordem para promoção pessoal – fins políticos por exemplo – e muito menos os que apoiam essa metodologia sem a coragem de romper e mostrar que a advocacia é superior às vaidades pessoais. Não podemos apoiar os candidatos que rompem mas continuam no grupo, não renunciam seus cargos apenas lacrimejam sob o argumento que foram enganados, ora se não concordam com a Ordem de hoje saia dela. Não imaginamos seguir candidatos de oposição que não colocaram suas idéias de renovação para a classe. Não sonhemos com grupos que montam chapas e levam a campanha em tom de brincadeira sem nada de concreto. É preciso mais e mais para o comando da OAB/SE.

Encerro o texto com a saudade da feijoada e dos ‘Krauszídicos” que foram engolidos pelos “Brittos”, apenas lembrando ao Espírito Santo que no dia 08 de outubro tenho a certeza de que Henri Clay volta a tomar as rédeas da Ordem e, por mais digam que Inácio Krauss seja seu sucessor não acredito. Sinto pelas indicações de reuniões ocultas que HC mais uma vez vai dar uma “pernada” nos “meninos”. HC tem em mente apresentar um nome que esteja bem nas pesquisa e/ou ir à reeleição com o intuito político de ser o alcaide de Aracaju. Hoje, dia 19 de julho de 2018, três anos depois do lançamento da candidatura de Inácio Krauss, os ‘Krauszídicos” só ressurgem caso todos renunciem aos cargos na Ordem e digam que são oposição ao desordem ora posta. Eu ainda acredito numa Ordem diferente! Talvez até nos “Krauszídicos”!

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