O ANO DE 2009

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Será que o ano de 2009 vai deixar saudades?

 

No Campo Político, nos Estados Unidos, tivemos o primeiro ano de mandato do primeiro presidente negro. O Irã continuou suas pesquisas atômicas sem atender a vontade dos países europeus e dos Estados Unidos. Na América do Sul, tivemos problemas de relacionamento entre a Venezuela e a Colômbia, entre o Equador e a Colômbia, entre o Chile e o Peru. Na América Central, em Honduras, um problema que envolveu diversos países. No Brasil, tivemos uma pré-campanha para a eleição presidencial de 2010;

 

No Campo Econômico, convivemos com a luta dos países, principalmente, dos mais desenvolvidos, para saírem da crise econômica oriunda dos Estados Unidos, no Governo Bush. O Brasil, pela manutenção, pelo atual governo, da política macro-econômica conseguiu superar a crise, sem graves conseqüências.

 

No que se refere ao meio ambiente muitas esperanças foram depositadas na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), realizada em Copenhague, de 7 a 18 de dezembro. Mais de 190 países participaram da conferência.

 

Estudo divulgado em Copenhague alerta para que os níveis de gases que provocam o efeito estufa precisam começar a cair em 2020 para evitar conseqüências potencialmente desastrosas

 

Fenômenos meteorológicos extremos foram responsáveis por mais de 75% das mortes no mundo resultantes de desastres nos primeiros 11 meses deste ano.

 

A afirmação é da representante especial do Secretário-Geral para Redução do Risco de Desastres, Margareta Wahlstrom, durante divulgação em Copenhague dos resultados preliminares de um estudo epidemiológico sobre o assunto.

 

Segundo Wahlstrom, dos 245 eventos registrados em 2009, 224 estavam relacionados com o clima e afetaram 55 milhões de pessoas, provocando 7 mil mortes. Os prejuízos econômicos chegaram a mais de R$25 bilhões.

 

Onze milhões de pessoas foram afetadas por enchentes em 2009, número bem inferior aos 45 milhões de 2008. 0 estudo também revela que a seca é uma grande ameaça por ser uma catástrofe de início lento e conseqüências a longo prazo.

 

No dia 12, na reunião geral das 192 nações que participam da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, os principais emissores históricos de gases que provocam o efeito estufa criticaram o rascunho, apresentado pelo grupo de trabalho que tenta buscar um acordo.

 

As críticas foram formalizadas pela União Européia, Japão e Canadá. A principal queixa é sobre o capítulo que trata da redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa nas grandes nações em desenvolvimento, entre elas a China, a Índia e o Brasil.

 

Os países ricos buscam dos países em desenvolvimento uma meta para reduzir as emissões futuras de C02, enquanto os países do 077 e a China aceitam assumir compromissos voluntários de diminuição, conforme está proposto no protocolo de Quioto.

 

O primeiro ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, substituiu desde quarta-feira (16) a ex-ministra do Meio Ambiente Connie Hedegaard na Presidência da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP-15), em Copenhague, que entrou na reta final com as negociações para um acordo em ponto morto.

 

O motivo declarado por Hedegaard para a renúncia é que, diante do grande número de líderes políticos presentes na cúpula, era “apropriado” que essa função fosse para o primeiro-ministro dinamarquês, e acrescentou que continuará realizando consultas informais em nome da Presidência.

 

O texto apresentado aos países e que encerrou as discussões em Copenhague, capital dinamarquesa, determina que as discussões continuem no México e que o Protocolo de Kyoto continua válido até sua substituição, entre outros pontos.

A cúpula da ONU sobre mudanças climáticas de 2010 está prevista para acontecer na cidade do México e a 2011 acontecerá na África do Sul.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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