O dinheiro do Funprev vai salvar a pátria

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Os professores ligados ao Sintese fizeram a claque para o discurso da deputada Ana Lúcia, na tarde de quarta-feira, quando ela se manifestou contra o projeto do governo , aquele que significa um empréstimo ao Governo do Estado do dinheiro depositado em nome do Funprev (Fundo Previdenciário do Estado de Sergipe). Essa conta é de dar água na boca em todos os administradores públicos: o Fundo dispõe hoje de 560 milhões de reais, capitalizados a partir do momento em que foi criado pelo governador Marcelo Deda. É o Fundo previdenciário novo, ao passo que o Fundo “velho” vai se extinguindo com o tempo. O projeto do governador chegou num dia e no outro já estava em votação na Casa Legislativa, um recorde absoluto. Os deputados “amorinistas” chegaram à Assembleia afiados com palavras de ordem contra a aprovação, mas foram vencidos pelo apelo dos aposentados e pensionistas que estão com salário atrasados. Ana Lúcia, que é do PT, está longe de ser amorinista mas se posicionou contra o projeto por temer o futuro deste pessoal novo que um dia vai se aposentar. O projeto não dá garantia do retorno dos 260 milhões – o projeto não estabelece prazo – que podem ser usados pelo governo Jackson Barreto. Com esta dinheirama, o governo compromete-se a pôr em dia os salários dos aposentados e pensionistas e a folha em geral do governo, que é o que mais angústia o governador. O pagamento do mês de agosto já vai ser concluído na semana que entra e o mês de setembro deve ser pago até o último dia do mês.

A reação de Venâncio

A votação deste projeto significou também o fim da lua de mel da deputada Ana Lúcia com o governador Jackson Barreto. O discurso dela, criticando todos os governos passados, pela grave crise previdenciária, desagradou também ao deputado Venâncio Fonseca que foi a tribuna, logo depois, para derramar críticas azedas contra a parlamentar petista. “A senhora está acostumada a falar o que quer e não ouvir nada em troca. Pois agora vai ser diferente”, disse Venâncio, debaixo de uma estrondosa vaia do pessoal ligado ao Sintese. As manifestações da plateia tiveram que ser contidas com pulso firme, pelo presidente da sessão, deputado Garibaldi Mendonça que garantiu a palavra de Venâncio, sem vaias. Mas, na sua tréplica, Ana Lúcia já veio mais comedida nas críticas, dizendo que não ia responder diretamente a Venâncio porque ele sempre foi assim, “agressivo”.  O deputado Venâncio, por último, também disse que não ia dar réplica a Ana Lúcia porque o seu discurso agora também foi menos agressivo.

Gualberto foi preservado

O interessante em toda essa história é que o deputado Francisco Gualberto, embora líder do governo, tão petista quanto Ana Lúcia,  preservou-se em toda esta discussão. Ficou na dele, só ouvindo as agressões de Ana Lúcia e Venâncio, sem se meter. Os parlamentares “amorinistas”, por seu turno, reduziram o ímpeto oposicionista porque o que interessava, afinal, era liberar o dinheiro para que seja possível regularizar os salários, embora todos reconhecessem que não se trata de uma solução definitiva, mas vai só melhorar o panorama nos próximos seis meses. O deputado Pastor Antônio dos Santos – que é candidato a vice-prefeito na chapa liderada pelo deputado federal Valadares Filho – chegou a confessar que tinha vontade de votar contra o projeto, mas recebeu telefonemas de aposentados e pensionistas pedindo a aprovação porque já não aguentam ter os vencimentos em constante atraso, “porque estamos passando fome”. A oposição seguiu essa mesma linha de pensamento. Tanto que, na votação, o projeto só obteve dois votos contra, o de Ana Lúcia e da deputada Maria Mendonça.

Debate entre craques

O embate entre Ana Lúcia e Venâncio Fonseca fizeram lembrar os melhores momentos da Assembleia em passado recente. Pegou muita gente de surpresa, mas foi um debate entre duas inteligências do Legislativo.

Moção de solidariedade a um sergipano

Na última terça-feira o engenheiro sergipano Pedro José Diniz Figueiredo foi alvo de importante moção de solidariedade, ocorrida no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro. O evento contou com a presença de 360 engenheiros que foram homenagear o colega pela sua brilhante trajetória no desenvolvimento da energia termonuclear no Brasil. Atualmente presidente da empresa Eletronuclear no Brasil, ora afastado por decisão judicial, o dr. Pedro Figueiredo aguarda o término das investigações que estão sendo realizadas, por conta das denúncias de corrupção na gestão do ex-presidente Otto Luiz Pinheiro da Silva, para retornar as suas atividades normais. Convém ressaltar que o engenheiro Pedro Figueiredo é funcionário de carreira da Eletronuclear há mais de 30 anos.

O Papel do Congresso

Este é o título do artigo da autoria do ex-governador Albano Franco, publicado na última segunda-feira no jornal O Globo, do Rio de Janeiro. O texto chama a atenção para a importância das negociações das reformas estruturantes – fiscal, previdenciária e trabalhista, etc., – entre o Executivo e o Legislativo, necessárias à retomada do crescimento da economia brasileira e, consequentemente, da recuperação da credibilidade do país em nível internacional, especialmente junto aos investidores. Mesmo sem ocupar cargos públicos, o dr. Albano continua ativo, antenado e colaborando para a resolução dos graves problemas políticos e econômicos do país, como articulista de “O Globo” e como conselheiro da CNI e da FIESP.

O mais honesto entre todos

Ainda hoje repercute uma declaração do ex-Presidente Lula da Silva segundo o qual político é o profissional mais honesto no país. É que, segundo ele, a cada quatro anos, o político tem que se apresentar de cara limpa aos eleitores, prestando contas do seu trabalho.

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