O RETRATO DO BRASIL ATUAL

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Em economia, milagre não existe. Assim, pela manutenção da política macro-econômica implantada em 1993, com o Plano Real, o Brasil começa colher os louros.

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a economia brasileira crescerá 4,8% em 2008, um aumento de 0,3 ponto percentual em relação à projeção anterior, em janeiro. Segundo o Fundo, o crescimento brasileiro será maior do que o da economia global.

 

Para 2009, no entanto, o Fundo prevê um ligeiro declínio, em relação a seu levantamento anterior. Em janeiro, o Fundo havia projetado que a economia do Brasil cresceria 4% em 2009, mas a estimativa atual é que o crescimento do próximo ano deverá ser de 3,7%.

 

O FMI destaca que tanto o Brasil como outras nações latino-americanas vêm conseguindo se manter relativamente distantes da desaceleração econômica dos Estados Unidos.

 

O Brasil é o 43º país na classificação mundial da competitividade, liderada mais uma vez pelos Estados Unidos, seguido por Cingapura e Hong Kong, segundo um estudo elaborado pelo Instituto for Management Development (IMD) de Lausanne, Suíça.

 

Publicada há vinte anos, a classificação mundial de competitividade do IMD avalia o desempenho econômico, eficácia do governo, eficácia de mundo empresarial e infra-estrutura dos países.

 

O Brasil é o quinto país de melhor influência no mundo. Foi o que revelou a pesquisa internacional realizada pela Market Analysis, em parceria com o Instituto GlobalScan, encomendado pelo Serviço Mundial da BBC. Dentre os 14 países que foram avaliados em termos de quão positiva ou negativa é sua influência no mundo, o Brasil foi considerado o 5º país com melhor desempenho, reunindo 44% de opiniões favoráveis, ficando atrás da Alemanha, Japão, França e Grã-Bretanha.

 

Outra constatação é que à medida que a renda aumenta, melhora a visão a respeito do Brasil. O alto nível de escolaridade também favorece uma visão mais positiva sobre o país – 47,3% dos que têm pós-graduação enxergam o Brasil com bons olhos. Com isso, 59% dos americanos com este perfil vêem o País dessa maneira.

 

O crescimento de 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB), foi puxado principalmente pelo consumo das famílias brasileiras, que aumentou pelo quarto ano consecutivo, fechando 2007 com um aumento de 6,5%. Isto foi uma conseqüência do aumento de 3,6% da massa salarial dos trabalhadores, com o desconto da inflação, e do crescimento nominal de 28,8% do saldo de operações de créditos do sistema financeiro para pessoas físicas.

 

Os investimentos no País também contribuíram de forma significativa para o crescimento do PIB. Os investimentos registraram o maior crescimento desde 1996, início da série histórica do IBGE, com alta de 13,4%. Já a despesa do consumo da administração pública cresceu 3,1%.

 

A taxa acumulada dos impostos sobre produtos teve o maior aumento desde 1996, com alta de 9,1% na comparação entre 2007 e 2006.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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