OS PROBLEMAS NA AMAZÔNIA

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A Amazônia é a maior floresta tropical do universo. Sua área já foi maior, mas os interesses e visões imediatistas destruíram uma grande área da floresta e se não houver tomada imediata de ações para preservá-la, nós teremos amanhã não uma floresta, mas um cerrado na Amazônia.

 

Eis alguns dos problemas que estão pondo em risco a maior floresta tropical do universo:

 

Dos 62 municípios do Amazonas, apenas Itacoatiara, município de 78.500 habitantes, que fica no centro do estado, próximo a Manaus, tem aterro sanitário licenciado pelo Ipaam – Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas. “O aterro sanitário é a única maneira correta de tratamento e destino dos resíduos sólidos urbanos”, diz Etienne Salgado, fiscal do Ipaam.

 

O asfaltamento das estradas na região sul do Pará pode virar uma zona de desmatamento. Os grandes agricultores esperam apenas estrutura para escoamento da produção e começar a desmatar e produzir na área.

 

Para que a Amazônia não seja acometida por intensas transformações no seu bioma, seria necessário que até 2060 os níveis de emissão dos gases provocadores do efeito estufa fossem reduzidos em 50%. Ainda assim, muitas alterações climáticas e ambientais parecem ser inevitáveis, já que o aquecimento da Terra alcançará, pelo menos, 2ºC nas próximas cinco décadas. Esta avaliação é sustentada por um dos principais órgãos de pesquisa do Brasil, o Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas.

 

O zoneamento ambiental da cana-de-açúcar vai proibir o cultivo da planta na Região Amazônica e no Pantanal. O trabalho de zoneamento ficará pronto em junho. A decisão foi o desfecho para o mais recente embate enfrentado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, depois que o Ministro da Agricultura, Reinold Stephanes, admitiu a possibilidade da cultura da cana-de-açúcar nas áreas degradas da Amazônia. O veto foi uma decisão pragmática do governo. Ao mesmo tempo em que o aumento da produção de etanol é um dos projetos mais caros do Presidente Lula, a ameaça de que, pela primeira vez em três anos, o desmatamento na Amazônia pode ter voltado a crescer, assusta a quem tenta vender a idéia do Brasil como um País ecologicamente correto.

 

O fato de algumas commodities, como a soja, terem se valorizado no mercado de grãos faz com que o Brasil volte a enfrentar, pela primeira vez desde o Plano Nacional de Combate ao Desmatamento, em 2005, um mercado internacional aquecido. Teme-se que a pressão pela produção do etanol empurre as plantações de soja para dentro da Amazônia.

 

O ministro da Agricultura, Reinold Stephanes, admitiu que há derrubada de floresta amazônica

para uso como pasto, reconheceu que o governo trata do tema somente “em tese”, disse que está preocupado e torceu para que o rebanho que come a floresta não se destine ao aumento das exportações brasileiras. Hoje a Amazônia Legal responde por36% do rebanho nacional e um terço das exportações. O governo está consciente de que com a área que temos podemos ampliar a nossa produção agropecuária dentro das necessidades que teremos nos próximos dez anos sem precisar derrubar nenhuma árvore. O problema é justamente convencer pecuaristas a voltar a esses espaços abandonados, quando a quantidade de nutrientes no solo diminui consideravelmente. Para isso, seria preciso incentivos públicos financeiros para a compra de adubo e fertilizantes.

                                             

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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