Parto de montanha

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Parto de montanha

 

A cada dia ficam mais evidentes as dificuldades do governador Marcelo Déda (PT) para compor seu novo secretariado. Logo depois da eleição, chegou a se especular que ele iria promover fortes mudanças para garantir mais dinamismo ao seu segundo governo. A três dias da posse, contudo, o petista apenas confirmou a manutenção de alguns poucos secretários. Nem mesmo o escolhido para a Saúde causou surpresa, pois já faz parte do atual governo. Ressalte-se que, nesse espaço de tempo, auxiliares importantes como Lúcia Falcon e Jorge Santana decidiram não compor a nova equipe. A visível dificuldade do governador permite suspeitar que, ou ele não está encontrando quadros competentes, ou não confia nas indicações feitas por seus aliados políticos. O barulho feito pela imprensa em torno do assunto e os nomes anunciados até agora lembram a expressão ‘a montanha pariu um rato’, cunhada pelo pensador latino Horácio e aplicada a todas as coisas pomposamente anunciadas e que produzem um resultado pífio diante da expectativa gerada.

 

Agora vai!

 

O governador Marcelo Déda promete anunciar amanhã, em horário e local a serem confirmados, os nomes de novos auxiliares. Entrevistado pela TV Atalaia, o petista disse que não está apressado para escolher os futuros secretários e dirigentes de órgãos públicos: “Não estou substituindo um adversário, portanto, não tenho essa pressa toda”. Então tá!

 

Quem quer?

 

Não bastasse a falta de nomes para compor o secretariado, Marcelo Déda ainda enfrenta problemas para indicar o futuro líder do governo na Assembléia. O atual, deputado Francisco Gualberto (PT), está doidinho para se ver livre da espinhosa missão e, pelo que se sabe, a liderança não interessa aos demais deputados da situação. Num passado recente, a função de líder do governo era disputadíssima e o escolhido tinha quase a mesma importância do presidente da Assembléia. Como as coisas mudam!

 

Dinheirinho bom

 

A Petrobras estará assinando nesta quarta-feira em Aracaju, os convênios para o repasse do Fundo para Infância e Adolescência (FIA 2010). Em Sergipe, projetos de cinco municípios serão contemplados com o valor total de R$790 mil. A solenidade de assinatura contará com a presença do gerente geral da UO SE-AL, Eugênio Dezen, e representantes de Aracaju, Maruim, Santana do São Francisco, Riachuelo e Laranjeiras , cidades que terão o repasse do FIA.

 

Posse na Câmara

 

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Aracaju para o biênio 2011/2012 será empossada no próximo sábado. A solenidade está marcada para as 7h30, no plenário do Legislativo aracajuano. Reeleito, o presidente da Câmara, Emmanuel Nascimento (PT), tomará posse na companhia dos vereadores Jony Marcos (PRB) como vice, Moritos Matos (PDT), na 1ª secretaria, Ivaldo José (PDT) na 2ª secretaria e Miriam Ribeiro (PSDB) na 3ª secretaria.   

 

Briga de foice

 

O grande acordão político, que apoiou a reeleição do governador Marcelo Déda, não sobreviverá até as eleições de 2012. É que, em boa parte dos municípios, os aliados de última hora do petista são ferrenhos adversários. Em alguns casos, inimigos figadais. Resta saber como o governador e os dirigentes dos partidos situacionistas vão administrar esse verdadeiro saco de gatos. Pelo visto, quando desatarem o nó, sobrará arranhões para muita gente. Homem, vôte!

 

Parcelamento

 

A Câmara dos Diretores Lojistas (CDL) e a Federação das Câmaras de Diretores Lojistas (FCDL) enviou ofício à Secretaria de Estado da Fazenda solicitando o parcelamento do ICMS gerado neste mês de dezembro. As duas entidades alegam que “a compatiblização de custos operacionais decorrentes de um mês bastante oneroso para as empresas do comércio de forma geral, tendo em vista uma série de compromissos”. O pedido deve ser atendido.

 

Está difícil

 

Com o título acima, a coluna Periscópio do Jornal da Cidade publica hoje a seguinte nota: O governador Marcelo Déda (PT) enfrentará dificuldades para indicar alguém ligado a ele para um cargo de comando de órgãos federais no Nordeste. O Banco do Nordeste tem seu presidente tradicionalmente indicado pelo Ceará, a Codevasf pela Bahia e a Chesf e a Sudene por Pernambuco. Hoje, Sergipe tem apenas o economista Guilherme Rebouças numa das diretorias da Sudene.

 

Sonho de verão

 

Aliados de João Alves Filho (DEM) cogitam a hipótese dele disputar a Prefeitura de Aracaju em 2012, tendo como vice o genro e deputado federal Mendonça Prado. O projeto alcançaria seu apogeu em 2014, quando João Alves se elegeria governador e passaria o comando da Prefeitura da capital para Mendonça. Como se vê, tudo não passa de um fugaz sonho de uma noite de verão.

 

Confiantes

 

Os empresários da indústria sergipana demonstraram, este mês, através do Índice de Confiança do Empresário Industrial, que continuam confiantes na economia. O índice marcou 62,2 pontos (2,3 pontos a menos que o mês anterior). Os industriais mostraram mais confiança em relação às expectativas dos próximos seis meses do que quanto às condições atuais. Os dados são da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe.

 

Do baú político

 

Esta história é contada pelo jornalista Marcos Cardoso, que presenciou a ascensão (e foi vítima) de um fenômeno eleitoral: “A poucos meses da eleição de 15 de novembro de 1989, o candidato a presidente Fernando Collor de Mello era esperado no Aeroporto de Aracaju por uma multidão certamente nunca mais presenciada por ali. Era final de tarde quando o avião Learjet pertencente aos Lyra, de Alagoas, aterrissou. Foi então que aconteceu algo inusitado: o candidato do PRN, forte, atlético, bonito, cabelo engomado, nariz erguido para cima, como se estivesse em transe, desceu as escadas do jatinho e, sem cumprimentar ninguém, nem o governador Antonio Carlos Valadares, nem o senador Albano Franco, ninguém, danou-se a andar, atravessou um pedaço do pátio, passou pelo salão de desembarque, saiu do aeroporto em meio àquela multidão em delírio e não parou mais! A passos largos, que mal dava para a maioria acompanhar, seguiu por toda a extensão da avenida Senador Júlio Leite, atravessou o cruzamento com a avenida Melício Machado, prosseguiu direto pela rua Monteiro Lobato e só foi parar lá na avenida Beira Mar, nas proximidades do restaurante O Miguel, aonde montou num carro e desapareceu. Uma coisa louca, desesperada, um raio que passou sem ninguém entender patavina de nada. Eu, mero repórter de política do Jornal da Cidade, tinha acabado de comprar e estreava meu sonhado mini-gravador, daqueles que utilizam fita pequena. Mal o usei. No meio daquela turba ensandecida, sem conseguir uma palavra sequer do amalucado candidato, meu gravador caiu quando meu braço foi tocado por uma mão perdida. Não dava nem para voltar e procurá-lo, porque a multidão me empurrava para frente. E se conseguisse voltar, não o acharia mesmo. Escrevi a reportagem com a memória que guardei daquela cena surreal que acabara de presenciar. E se já não gostava do caçador de marajás, passei definitivamente a odiá-lo”.

 

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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