PROTEÇÃO DA AMAZÔNIA

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É lastimável ouvir cada dia notícias sobre o constante desmatamento da Amazônia.

 

Atualmente, o Brasil é o quarto emissor de gás carbônico do mundo, despejando cerca de um bilhão de toneladas por ano, segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia. As razões desse volume não estão nos veículos ou chaminés das fábricas. Isso porque 75% das emissões do principal gás causador do efeito estufa são provocadas pela derrubada de árvores.

 

Diante da crise climática e suas implicações, o Brasil apresenta um perfil único. O custo da diminuição das emissões de CO2 no país é menor entre os grandes emissores, uma vêz que 75% de sua contribuição para o aquecimento global deve-se ao desmatamento, principalmente na Amazônia.

 

No final de 2007 novas e péssimas notícias sobre o desmatamento da Amazônia. A área desmatada na Amazônia entre a agosto e dezembro de 2007 pode ser o dobro dos 3235 quilômetros quadrados desmatados anunciados em 23 de janeiro último pelo Ministério do Meio Ambiente. O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, acredita que o desmatamento real nos últimos cinco meses de 2007 possa chegar 7 mil quilômetros quadrados.

 

O PR, partido cujo residente de honra é o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, controla um quarto das 36 cidades apontadas pelo Ministério do Meio Ambiente como campeãs do desmatamento amazônico. O PT, partido da Ministra Marina Silva, vem em segundo lugar, ao lado do PMDB, com cinco cidades cada, na lista suja do governo.

 

O mapa dos municípios que mais desmatam mostra uma folgada maioria das prefeituras controladas por partidos da base do governo. São 29, enquanto três partidos da oposição (PSDB, DEM e PPS) têm juntas cinco prefeituras. Outras duas são do PRP e PSL.

 

O Brasil se gaba de ser o principal dono da Amazônia e repudia a idéia que surge de tempos em tempos de internacionalizar a maior floresta do mundo. O secretário do Meio Ambiente do Amapá, Antonio Carlos Farias, cita a Conservation International e o WWF como os principais parceiros do Estado, no que se refere à conservação da Floresta Amazônia. “Quem me dera se o governo brasileiro tivesse a mesma preocupação dos estrangeiros”.

 

O Ministério do Meio Ambiente reconhece a importância da cooperação internacional, mas faz uma ressalva: “Esse dinheiro não é uma dádiva. Na Rio-92, acordaram-se obrigações e valores que os paises desenvolvidos deveriam investir em conservação. Estamos lidando com interesses globais”.

 

A incapacidade do país frear o desmatamento da Amazônia pode levar à sua internacionalização.

 

O IBAMA, principal órgão público de proteção ao meio ambiente, não tem mostrado capacidade para exercer sua função. Além da burocratização, o número insuficiente de fiscais e sua baixa formação e a insuficiência de recursos são os principais elementos que impedem ao IBAMA exercer plenamente a sua função. No início do ano, a Justiça solicitou ao IBAMA que treinasse seus fiscais para poderem ser mais eficientes no preenchimento dos autos de infrações contra os devastadores de nossas florestas. Isto porque hoje, os autos preenchidos pelos fiscais do IBAMA não dá elementos à Justiça para que esses infratores sejam devidamente punidos.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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