Solução caseira

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O governador Marcelo Déda (PT) tem recorrido a soluções caseiras para substituir quem deixa o governo. Ontem, ele remanejou o presidente do Banese, Saumíneo Nascimento, para o cargo vago de secretário do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia. Para substituí-lo, foi indicada Vera Lúcia de Oliveira, que vem a ser a diretora de Finanças e de Relações com Investidores do banco. Na semana passada, Déda convidou a ex-auxiliar Lúcia Falcon para a Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Ela vai para o lugar de Sérgio Ferrari, que assumirá a presidência da Deso. Escolher auxiliares no mesmo ciclo de amizade é sinal de confiança com os que o cercam, porém há quem pense que isso ocorre porque o PT e os partidos aliados não possuem quadros técnicos suficientes para oxigenar a máquina administrativa.

Novas mudanças

Espera-se que até amanhã Marcelo Déda anuncie outros secretários e dirigentes do 2º escalão. É que ele prometeu concluir a reforma administrativa para empossar os escolhidos no início de maio, que começa terça-feira. Desde que rompeu com os irmãos Amorim (PSC), há dois meses, que o governador tenta rearrumar a casa.

Linchamento

Com o título acima a colega Rita Oliveira escreve hoje no Jornal do Dia a seguinte nota: O pré-candidato a prefeito de Aracaju pelo PT, deputado federal Rogério Carvalho, disse ontem à coluna que está havendo um linchamento de sua pré-candidatura. “Nem eu, nem o meu partido vamos nos dispor a isso”, disse. Ele enfatiza que esse linchamento dificulta qualquer entendimento político.

BB negocia

O Banco do Brasil lançou ontem novas condições para renegociação de dívidas de produtores rurais. As mudanças abrangem operações vencidas até junho de 2011. O Banco oferece, entre outras, as seguintes condições: recálculos das dívidas, com revisão dos encargos de inadimplemento; alongamento do prazo de pagamento para até 10 anos, desde que 50% da dívida sejam pagos em até cinco anos; encargos financeiros à base de IRP + sobretaxa.

Quer conversar

A deputada petista Ana Lúcia Menezes tenta abrir um canal de diálogo entre o governo e os professores da rede estadual, que estão em greve há mais de 10 dias. A parlamentar cobra uma postura mais republicana do governador Marcelo Déda (PT) para que o conflito seja superado pelo diálogo. Os educadores querem que o índice de reajuste do piso salarial seja repassado para toda a categoria. O governo diz não ter dinheiro para isso.

Sem aumento

E o servidor que estava pensando colocar uma ninhariazinha a mais no bolso agora no final do mês já pode tirar o cavalinho da chuva. Na folha de pagamento do estado que começa a ser paga nesta quinta-feira não foi incluído o reajuste salarial, que deve ser uma merreca. O governo garante que tão logo o reajuste seja anunciado e aprovado pelos deputados será pago numa folha complementar. Ao menos isso, né?

Deve explicação

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Antônio Morais, vai ter que se explicar ao Ministério Público Estadual. Ele é acusado de praticar supostos atos de improbidade administrativa na entidade. Entre as denúncias contra o sindicalista está a de que ele teria utilizado dinheiro do Sinpol para atender interesses pessoais. Será?

Bazar do amor

O Espaço Samam, em Aracaju, será palco de mais uma versão do tradicional Bazar do Amor. Marcada para o próximo domingo, a feira de artesanato visa beneficiar duas entidades que prestam relevantes serviços a pacientes com câncer e também a pessoas com deficiência auditiva. Todo o dinheiro arrecadado vai ajudar as filantrópicas Legião Feminina de Educação e Combate ao Câncer e Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos do Estado de Sergipe.

Agiotagem

Os juros médios do cheque especial subiram, na contramão de outras taxas que apresentaram redução de fevereiro para março. A taxa chegou a 185% ao ano, uma alta de 2,2 pontos percentuais. Em janeiro, a taxa anual estava em 185,9%. Isto é ou não agiotagem da grossa?

Do baú político

O ex-senador Passos Porto pautou sua vida pública pela simplicidade e pelo diálogo, a ponto de ser aliado do ex-governador Leandro Maciel (UDN) e ter a simpatia do ex-governador Seixas Dórea, que em 1962 derrotou o líder udenista. Naquele mesmo ano, Passito, como era chamado, não conseguiu se reeleger para a Câmara Federal. Porém, graças ao pedido feito por Dórea ao governador de Brasília, foi escolhido numa lista tríplice como diretor financeiro da Companhia Urbanizadora da Nova Capital da República (Novacap). Entrevistado por Osmário Santos, o ex-senador contou orgulhoso: "Inaugurei Brasília. Assinei o ato de fundação da nova capital da República". Deixou o cargo três anos depois para assumir uma cadeira na Câmara Federal, devido às mortes dos deputados Euclides Paes Mendonça e Francisco de Araújo Macedo. Pacífico e com uma larga experiência administrativa, Passos Porto era sempre lembrado para disputar o governo ou ser prefeito. Com o assassinato de Euclides Paes Mendonça, foi convidado para sucedê-lo no comando político de sua terra, Itabaiana, mas não aceitou: “A violência de lá me intimidava. O município era muito violento”, explicou.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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