Acompanhado do governador e do arcebispo, prefeito visita Mangabeiras

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PMA construirá um complexo habitacional onde antes existia a Ocupação das Mangabeiras (Foto: Ana Lícia Menezes)

O prefeito Edvaldo Nogueira realizou uma visita, na manhã desta quinta-feira, 6, ao terreno onde será erguido o Residencial Mangabeiras Santa Dulce dos Pobres, no bairro 17 de Março. Acompanhado do governador Belivaldo Chagas, do arcebispo metropolitano de Aracaju, Dom João José Costa, da superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Jovanka Leal e do ex-governador Jackson Barreto, o prefeito apresentou o projeto de construção das 1.102 casas, de uma nova avenida e do Parque Ambiental das Mangabeiras. No mês passado, mais de 1 mil famílias que ocupavam a área foram realocadas, de seus barracos, para casas alugadas pela prefeitura.

“Esta obra é um sonho se tornando realidade. Estou muito feliz em retornar a esta localidade e já não encontrar mais as pessoas morando em situação degradante. Fiz questão de vir acompanhado do governador Belivaldo Chagas, do arcebispo de Aracaju, da professora Jovanka e do ex-governador Jackson Barreto para mostrar o quão grandioso é este projeto. Retiramos daqui mais de 1 mil famílias, que agora estão morando em casas alugadas pela Prefeitura, um investimento que somará R$ 7 milhões em dois anos em aluguel social. Neste período, serão construídas as 1.102 casas próprias destas pessoas”, afirmou o prefeito.

Edvaldo também destacou a importância do Parque Ambiental das Mangabeiras, uma iniciativa que demonstra o compromisso socioambiental da administração municipal. “A implantação da área ambiental das mangabeiras é parte importante do nosso projeto. Além da construção de moradias para as pessoas que moravam aqui, também tem esta ação ambiental muito relevante. Nós vamos preservar e criar o Parque Ambiental das Mangabeiras e vamos manter uma maneira de vida tradicional, que é o cultivo das mangabeiras”, disse.

Todos os presentes se mostraram muito impressionados com a grandiosidade do projeto e de seu impacto positivo na vida de milhares de aracajuanos. O arcebispo Dom João José Costa avaliou que “é um projeto social de importância inquestionável”. “Retira pessoas que moravam em situação de miserabilidade e as coloca em casas alugadas pela prefeitura, enquanto elas aguardam a construção de suas residências.É um lindo projeto”, declarou.

A superintendente da SPU, Jovanka Leal, também se disse muito feliz e emocionada, uma vez que o órgão teve papel fundamental no processo, na transferência do terreno da União para a Prefeitura de Aracaju. “Foi muita luta, mas a gente vê agora o projeto caminhando e em breve as famílias que antes moravam em situação tão difícil receberão suas casas”, destacou.

Após a inspeção na área, o prefeito, o arcebispo e a superintendente da SPU ainda visitaram dois ex-moradores das Mangabeiras, que agora estão residindo em casas alugadas pela prefeitura. O desempregado José de Lira, que, durante cinco anos, morou num barraco, agora reside numa casa alugada no bairro 17 de Março. “Foi muita luta, muito difícil o tempo que passamos ali, mas agora tudo está melhor”, disse. Da mesma forma, Suyanne Teles expressou sua felicidade. “Era cobra entrando dentro de casa, com chuva perdíamos tudo, e agora estou segura nesta casa com meu marido e filho”, declarou ela, que mora agora numa casa alugada no loteamento Marivan.

O projeto

Com um investimento de R$ 124 milhões, a Prefeitura de Aracaju construirá um complexo habitacional onde antes existia a Ocupação das Mangabeiras. No mês passado, a gestão municipal realocou mais de 1 mil famílias que residiram por mais de cinco anos na Ocupação das Mangabeiras. Estas pessoas foram levadas para casas alugadas pela Prefeitura e lá permanecerão enquanto as obras forem realizadas.

Após a limpeza do terreno, que está ocorrendo desde a semana passada, serão executadas três etapas do projeto. Há a obra da avenida setor Sul da localidade, há projeto como um todo, que engloba toda a parte de infraestrutura, como água, drenagem, pavimentação, energia elétrica e a construção propriamente dita das casas. E a terceira etapa é a implantação da área ambiental das mangabeiras.

Fonte: AAN 

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