Arquitetura infantil: espaços facilitam desenvolvimento das crianças

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A criação de um espaço lúdico dentro de casa auxilia no desenvolvimento da criança

Com o objetivo de inserir um ambiente lúdico e acolhedor para as crianças dentro de casa, a arquitetura infantil ganha destaque ao ter sua importância comprovada no dia a dia e, principalmente, durante a pandemia, onde a casa é o local mais habitado pela família. Com um forte impulso no desenvolvimento infantil, o ambiente lúdico se torna essencial quando o assunto é a aprendizagem.

Arquiteta Marilia Campanha (Foto: Arquivo Pessoal de Marilia Campanha)

De acordo com a arquiteta Marilia Campanha, a arquitetura infantil basicamente consiste em tornar o ambiente lúdico, porém, mesmo tendo um conceito muito específico, os benefícios que isso traz para a criança são importantes para o seu desenvolvimento. “Entre zero a seis anos, a criança está na primeira infância, fase que o aprendizado acontece de forma mais fácil e também é o período de descobertas. Então, a criança está em constante evolução. Nesse contexto, a construção de um espaço lúdico dentro do lar se torna essencial para que o desenvolvimento da criança seja mais proveitoso”, explica

Inserindo um espaço lúdico dentro de casa

Segundo a arquiteta, a inserção da arquitetura infantil dentro de casa acontece de forma simples. “Priorizar a arquitetura infantil é se atentar à cor escolhida, à pintura da parede e aos elementos lúdicos, ou seja, se questionar sobre o que a criança gosta mais, podendo ser um brinquedo ou outros objetos que vão fazer a criança se sentir acolhida naquele ambiente”, pontua.

A profissional destaca que o espaço lúdico não deve se limitar apenas em um ambiente, já que geralmente as decorações infantis se encontram no quarto da criança. “A criança também precisa viver no espaço adulto. Não precisa que a casa toda seja infantil, mas é importante que a arquitetura infantil também seja aplicada em um outro espaço da casa que não seja o quarto da criança. O objetivo é fazer com a criança também seja integrada ao espaço adulto, fazendo com que ela conviva mais com a família fora do quarto e não precise se isolar para se sentir acolhida no ambiente”, salienta.

A ausência da arquitetura infantil pode trazer malefícios para o desenvolvimento infantil, o que para Marilia Campanha, é um dos pontos mais importantes a ser comentado. “Nessa pandemia, o mundo digital ganhou mais espaço e quando a criança passa muito tempo inserida nele, isso pode causar problemas como déficit de atenção, problemas na audição e visão, ansiedade e outros problemas físicos”, explica. “Se, por exemplo, ela estiver ali na sala assistindo TV, não vai estar sendo trabalhado o intelectual nem a coordenação, ela apenas vai assimilar tudo aquilo e pronto, nada será desenvolvido”, completa.

A profissional chama atenção para a importância  de promover um ambiente acolhedor e lúdico para as crianças. “A arquitetura infantil, com a construção desse espaço lúdico, permite que a criança viva no mundo real, tenha a satisfação da convivência com sua família e construa memórias afetivas ao lembrar de seus pais ou outros parentes brincando com ela. E são esses pequenos momentos que vão fazer com que o crescimento dessa criança seja saudável e que a saúde mental dela seja preservada”, comenta.

Por Isabella Vieira e Verlane Estácio

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