Família de Cristielane teme nova ação de José Elígio

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Cris ao fim do sequestro: graças a Deus (Foto: Aldaci de Souza / Portal Infonet)

A família da jovem Cristielane Caetano Mota Santos, 21,  não está nada tranquila com a liberdade conquistada por José Elígio Tavares, o ex-marido da jovem que a manteve sob cárcere privado por mais de 30 horas na segunda quinzena do mês de abril. Na terça-feira, 7, Elígio saiu da prisão, beneficiado por habeas corpus, em decisão da desembargadora Geni Shuster pela revogação da prisão preventiva do réu, que agora responderá ao processo judicial em liberdade.

Ainda assustada e aterrorizada, Cristielane prefere o silêncio e a máxima distância do ex-companheiro, com o qual ela tem um filho de cinco anos. Mas a mãe dela, a secretária Vilma Mota, não esconde a angústia e o temor de um novo golpe que poderá, na ótica da família, ser articulado por Elígio. “Vamos pedir proteção para toda a família”, declarou Vilma, em conversa com o Portal Infonet.

Elígio está proibido de se aproximar ou se comunicar com a família de Cristielane. Mas a família questiona a distância que o ex-namorado da vítima deve manter, estabelecida pela desembargadora ao limite de 500 metros. “Quinhentos metros de distância é muito pouco, deveria ter sido estudado melhor esta questão. Esperamos que a desembargadora esteja certa quando achou que ele deveria ser posto em liberdade”, diz Vilma Mota.

Indignação coletiva

Casa de Elígio: portas fechadas

A família tem recebido apoio dos amigos, que manifestam verdadeira indignação com a liberdade do acusado. A indignação é exposta por estas pessoas por meio de telefonemas, mensagens enviadas via e-mails e também nas visitas que os amigos fazem a Cristielane. “O sentimento é de indignação”, diz. “Agora, nós temos que nos precaver”, ressalta Vilma Mota.

A pouco menos de dois quilômetros da residência de Cristielane está o sequestrador, que vive com a mãe, uma senhora que, embora externe o sofrimento com a ação do filho, prefere o silêncio e o anonimato. A equipe de reportagem do Portal Infonet esteve na residência, mas foi recebida com a negativa de Elígio. “Não quero falar nada com jornalistas”, gritou, de dentro da casa.

Por insistência da reportagem, Elígio acabou dizendo que não tinha mais interesse em procurar a ex-mulher e que ainda esta semana já adotaria as providências devidas para retornar ao trabalho. “Só quero ver meu filho, da forma que a Justiça permitir. Vou trabalhar e tocar a minha vida pra frente”, disse, afastando-se e demonstrando incômodo com a presença da equipe do Portal Infonet. Logo, ele fechou a janela da casa, pela qual a reportagem tentou o contato.

Por Cássia Santana

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