Grito dos Excluídos chega à 15ª edição

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Enquanto o desfile cívico acontecia na avenida Barão de Maruim, em outro ponto do centro de Aracaju, a praça Olímpio Campos, centenas de pessoas se reuniram com outro objetivo neste feriado de Independência do Brasil. Com bandeiras na mão e gritos de protesto na ponta da língua, os movimentos sociais deram início à 15ª edição do Grito dos Excluídos.

Encabeçado de forma conjunta pela Central Única de Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas-SE), Igreja Católica e pastorais sociais, o Grito dos Excluídos não tem o objetivo de ‘abafar’ as comemorações da data, mas de provocar uma reflexão sobre a situação social dos brasileiros.

“Não é para se contrapor, mas para recordar outro aspecto, o de que nem tudo na nossa pátria caminha da maneira correta para que o Brasil venha a ser o que diz nosso hino, uma ‘Mãe Gentil’. Nossa pátria está longe de ser uma mãe gentil, pois nem todos os cidadãos são respeitados”, disse Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar de Aracaju.

Em 2009 o debate entre os participantes do Grito dos Excluídos girou em torno do tema “Vida em primeiro lugar – A força da organização está na transformação popular”. Um assunto extremamente importante diante da atual conjuntura econômica e social do país, na visão de Roberto Aguiar, representante do Conlutas.

“Estamos aproveitando essa data para lançar a campanha ‘O petróleo é nosso’. É uma luta do movimento para que os benefícios oriundos do pré-sal não fiquem concentrados em determinadas regiões. O pré-sal é de todo o povo brasileiro”, conta Roberto. Além dos movimentos e da igreja, participaram do Grito dos Excluídos vários líderes sindicais do estado.  

Por Glauco Vinícius

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