Ibama notificará a Energisa por ilegalidade

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Postes são encontrados na beira do rio São Francisco
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) irá notificar a Energisa pela implantação de 33 postes para atender 22 residências construídas de maneira ilegal na beira do rio São Francisco, na cidade de Canindé de São Francisco. A companhia elétrica, por sua vez, diz que apenas executou uma obra do programa “Luz Para Todos”, do Governo Federal.

Além da empresa de energia elétrica, já foram autuadas 16 casas e todos terão que apresentar uma justificativa. “A Energisa terá que explicar o porquê desses postes e os proprietários terão cinco dias para justificar o injustificável, afinal construir em uma área de preservação ambiental é crime”, informou o superintendente do Ibama, Manoel Rezende.

A assessoria de imprensa da Energisa alega que as obras de instalação dos postes

O superintendente do Ibama afirma que Energisa terá se explicar
nesta região ocorreu dentro do programa “Luz Para Todos”, do Governo Federal, e que todo o projeto foi executado sob respaldo do comitê gestor do programa no estado, formado por representantes da União, do Estado e da Energisa. “Na quinta-feira iremos ao Ibama explicar a situação e atender às recomendações do instituto”, finalizou o assessor, Augusto Aranha. 

As casas

As construções foram feitas de maneira ilegal, no povoado Porto Furado, em Canidé. O Ibama agora investiga quais dessa 22 casas são de veraneio. ”Posso afirmar que a maioria serve como segunda residência, a chamada casa de veraneio, mas 

Ibama informa que as casas foram construídas de maneira ilegal
estamos fazendo alguns levantamentos para sermos precisos na quantidade”, comentou Manoel.

Dentre os proprietários dos imóveis, o Ibama suspeita de alguns empresários da região, além de médicos e funcionários públicos. “Inicialmente temos alguns nomes de pessoas em Canindé e Piranhas (AL), mas vamos fazer um levantamento mais detalhado. Contamos inclusive com a ajuda da própria Energisa para identificar os proprietários, através dos relógios de energia da empresa instalados no local”, pontuou.

Crime

O superintendente também falou que essas pessoas podem pagar 

“Muitas são segunda residência”, diz Manoel
multas de R$ 5 mil pela irregularidade. O Ibama irá encaminhar o inquérito ao Ministério Público para que os proprietários possam ser enquadradas por crimes ambientais. “Vamos pedir a derrubada das casas e resgate ambiental. Elas ainda podem pagar uma multa e serem enquadradas por crime ambiental, pegando de um a três anos de prisão”, concluiu Manoel Rezende.

Por Alcione Martins e Glauco Vinícius

*A reportagem foi alterada às 16h42 de 04/11/2009 para acréscimo de informações enviadas pela Energisa

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