Iunes diz que Paulo Ítalo, que o acusa de espancamento, é contraditório

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O Coronel Iunes recebeu a equipe do Portal Infonet em casa e rebateu as acusações
Na manhã desta segunda-feira, 28, o ex-Comandante de Policiamento da Capital, Mauricio Iunes, recebeu a equipe do Portal Infonet na sua casa para esclarecer o caso envolvendo o estudante universitário Paulo Ítalo que acusou o Coronel de espancamento e cárcere privado. O fato ocorreu após o jovem sair com a filha do Coronel, uma adolescente de 14 anos.

De acordo com Mauricio Iunes, o jovem induziu a menor a sair de casa sem o consentimento dos pais. “Esse rapaz falou com a minha filha pelo MSN e convidou ela para uma festa. A minha filha nunca saiu de casa dessa forma. Como por uma questão de segurança eu e a mãe dela dormimos com a porta do quarto trancada e a chave da casa estava no quarto. Então a menina foi orientada por esse rapaz que pegasse a chave e abrisse o portão para se encontrar com ele”, disse o Coronel afirmando que no primeiro depoimento Paulo Ítalo reconheceu que tinha conhecimento que a jovem era menor de idade.

O Coronel enviou ofício e colocou o cargo a disposição
“Esse rapaz deu um depoimento às 2h50 na delegacia e disse que tinha conhecimento que a minha filha era menor de idade e estava saindo de casa escondida dos pais. Mas no segundo depoimento por volta das 6h40 da manhã ele começou a cair em contradição. Temos que esclarecer qual a intenção desse jovem, porque ele não pegou a minha filha na porta de casa, mas sim, em um salão de festa que fica na mesma rua. Também ao pegar a amiguinha dela em casa disse que não pararia na porta porque tinha câmera no local e quando chegou à festa alegou que não ficaria porque tinha muitos policiais. Então qual era a intenção desse rapaz?”, questiona o Coronel.

Mauricio Iunes também falou sobre a acusação de espancamento. “Esse rapaz entrou em luta corporal com meu enteado chegando até a quebrar o braço do mesmo. Somente depois desse fato foi que utilizei a força para imobilizar e algemar até que o conduzisse a delegacia. Não é lógico que ele diga que foi espancado por 30 minutos e tenha aquele tipo de lesão. Caso tivesse espancado ele não o teria levado a uma delegacia”, afirma.

Maurício Iunes esclarece que o jovem pegou a filha dele a cerca de 200 metros da residência da família
Sobre a saída do comando da capital, o Coronel esclarece que colocou o cargo a disposição as Secretaria de Segurança Pública. “Não fui afastado do comando, mas diante das calúnias e difamações coloquei meu cargo a disposição por meio de ofício feito no último domingo, 27, para que tudo seja investigado”, conta.

“Os fatos estão sendo esclarecidos por meio da imprensa e das contradições que esse rapaz tem falado. Espero que esse caso sirva para que a sociedade possa refletir sobre os casos de aliciamento de menores”, finaliza.  

Por Kátia Susanna

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